Grã-Bretanha: primeira abordagem das eleições concelhias…

As eleições concelhias na Grã-Bretanha revelam, quando se disseca os resultados na capital (Londres), duas importantes asserções:

Primeiro, a vitória de um trabalhista, Sadiq Kahn, de origem paquistanesa, na mais importante e emblemática câmara britânica link, é um facto novo e indicia que alguns dos snobs preconceitos saxónicos podem estar a cair. 
Uma extrapolação mecânica destes resultados para o referendo sobre o Brexit, que ocorrerá daqui a 2 meses, não deve fazer-se. Todavia, esta eleição indicia que o actual mayor de Londres, Boris Johnson, ao assumir o papel pivot na campanha para a saída do Grã-Bretanha da UE, poderá não ter a influência que lhe é frequentemente atribuída pela comunicação social e por círculos políticos conservadores. 
O candidato conservador derrotado, Zac Goldsmith, foi uma aposta do actual mayor e esse facto terá inevitáveis consequências (políticas e até partidárias).

Segundo, Jeremy Corbyn – líder do partido trabalhista – obteve a nível geral resultados satisfatórios, embora tenha perdido importantes posições na Escócia e sofrido um pequeno revés no País de Gales,  e o seu partido ‘continua de pé’ (‘standing up’) link, tendo conservado os concelhos-chave (e reconquistando outros de maior importância política como é o caso de Londres).
As (trágicas) previsões dos ‘blairistas’ quanto à perda de influência dos trabalhistas na política britânica sob a direcção de Corbyn link revelaram-se prematuras e desajustadas.

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