Há 30 anos – José Afonso

Ontem, no 30.º aniversário da morte do cantor, compositor e poeta, voltámos a ouvir a voz que julgávamos, tal como nos tempos da ditadura, abafada pelo ruído da repressão. Soube a pouco, quiçá um remorso de quem tinha obrigação de preservar a memória e a mensagem de um dos mais generosos cantores de intervenção.

Antes, era a censura, hoje é o esquecimento, há várias formas de matar um homem e de lhe apagar a imagem, não vá a música acordar consciências e pôr as pessoas a sonhar de novo.

Recordar Zeca Afonso é evocar o património musical, cívico e cultural de Coimbra e as figuras com quem aqui conviveu, António Portugal, Flávio Rodrigues da Silva, Manuel Alegre, Lousã Henriques, Adriano Correia de Oliveira e outros, uma plêiade de que ainda restam Lousã Henriques, Manuel Alegre e Rui Pato.

Vejam bem, vejam bem, que matamos o futuro quando esquecemos o poeta e a memória quando não cuidamos do legado onde bebemos a esperança.


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