O PSD, as sondagens e a CGD


O PSD, as sondagens e a CGD

À medida que as sondagens ameaçam cada vez mais a manutenção de Passos Coelho na liderança, apesar de ser esse o único cargo em que beneficia o País, o PSD ensandece. O desvario contra a CGD leva o partido à política de terra queimada, onde o CDS o segue, para debilitarem o Estado para cujo desmantelamento lhes sobrou PR e faltou tempo.

A ansiedade pungente desta direita, que rejeita a alternância, até ao dia em que voltará a aparecer convertida à democracia depois de apoiar uma nova ditadura, revela desespero. Os serventuários de Passos Coelho, Portas e Cavaco estão desempregados e não cabem numa direita civilizada.

Com o folhetim Sócrates a arrastar-se numa perigosa imagem para o Estado de Direito, posto em causa com o desrespeito dos prazos legais, uma infeliz entrevista do juiz de instrução e a incontinência verbal dos sindicalistas do SMMP, resta criar ruído de fundo durante o julgamento do ex-ministro Miguel Macedo e outras altas figuras do PSD, que os ‘vistos gold’ levaram a julgamento.

A comunicação social, submissa à direita e ainda a esta direita, habituou os portugueses aos julgamentos na praça pública, sem presunção de inocência, e teme que a constelação cavaquista-coelho-portista se desintegre sem a prescrição dos processos ou a inocência provada nos vistos Gold, SLN-BPN, Banif, Câmara de Gaia, GES/BES e outros casos.

É por isso que há no pior PSD e no inefável CDS quem uive, crocite, regougue e insulte para provocar o ruído que apague o clamor dos desempregados políticos que apostaram erradamente na longevidade dos atuais cavalos.

Esta direita não perdoa que, depois de ter dito que Bruxelas proibia a recapitalização da CGD, ela se faça. No seu radicalismo ideológico, prefere destruir o banco a mantê-lo público.

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