O julgamento de Sócrates

Quando o ex-PM foi detido, sob as câmaras da televisão e enorme alarido mediático, no aeroporto Humberto Delgado, então ainda conhecido por aeroporto de Lisboa, escrevi o texto que hei de voltar a publicar, se ainda viver, quando a sentença do acusado transitar em julgado. Penso que se mantem oportuno, agora e no futuro, seja qual for o veredicto.

Não me pronunciei enquanto esteve preso preventivamente, nem quando foi julgado na comunicação social e na rua, nem em qualquer dos sucessivos adiamentos da acusação.

Agora, que, finalmente, foi acusado, e cabe aos Tribunais o veredicto, não vou alterar a posição que mantive, por mais ruidoso que seja o circo mediático.

Sou indiferente aos recados que recebo para abordar o assunto e, em boa verdade, não o sei tratar. Aguardo, sem estados de alma, que as presunções se transformem em provas, durante o julgamento e que este corra melhor do que a instrução do processo.

Assim, desiludam-se os que gostariam de me ver adicionar poluição aos que pretendem condicionar os juízes e transformar um caso da Justiça em arma partidária.

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