Sempre foi assim_2 !...

Na última década foram mortas mais de 400 mulheres, como afirma o relatório de 2016 do Observatório de Mulheres Assassinadas da União de Mulheres Alternativa e Resposta.

Conhecendo-se os constrangimentos sociais, a vergonha, o medo das vítimas e a sua falta de recursos, estarrece saber que cerca de 78% dos inquéritos de violência doméstica são arquivados por falta de prova, segundo os dados de 2015.

São estas as razões que tornam mais chocante o anacrónico pensamento de dois juízes desembargadores (um homem e uma mulher) que são certamente a ponta do icebergue que o recurso vencido de uma procuradora permitiu que viesse a ser conhecido.

Comentários

Manuel Galvão disse…
A mim não me estarrece nada. desde que vi uma senhora toda bem posta a fazer queixa do marido na esquadra e ficou tudo em águas de bacalhau por se ter recusado a ir ao hospital colher relatório de perícia médica dos danos corporais.
Tenho aqui o relatório do meu médico! dizia ela!

O alarde público de como as mulheres são vítimas desses monstros que convivem com elas, os homens, vem encorajando muitas das ditas cujas a tirarem partido da situação. Foi claramente o caso da Bárbara Guimarães, que batia com a cabeça nas paredes, de bêbeda, e depois queixava-se de violência doméstica na mira de não ter que dar o património que era devido ao marido, por divórcio...

É a violência doméstica e a pedofilia. Mães que querem vingar-se dos maridos ou impedir que os filhos convivam com as mejeras das novas companheiros do ex-marido. Acusam os maridos de abusarem sexualmente dos filhos!

O discursos politicamente correto esconde muitas vezes os novos preconceitos da sociedade...
Manuel Galvão disse…
É um preconceito dizer que "a violência doméstica contra as mulheres é uma maldita tradição que nas aldeias da Beira Alta era um hábito" porque isso pressupõe haver "uma violência doméstica só num sentido, do homem contra a mulher".

A violência doméstica acontece quando, numa comunidade doméstica, surge desacordo com o rumo que está a tomar a gestão dessa comunidade. Quando os seres humanos que a constituem abrem hostilidades uns contra os outros tentando cada um impor a sua razão contra a razão do outro ou dos outros. Primeiro hostilidade verbal, depois, em crescendo, até à hostilidade física.
É a lei Natural. Acontece nos lares, nos condomínios, nas associações desportivas ou outras, nas nações...
Claro está, que chegando a haver confronto físico o crescendo aumenta de intensidade, até ao cume de guerra aberta.
Na guerra aberta a voz da razão é automaticamente silenciada, e ganha simplesmente o que tiver mais força (o homem em geral). Ou quem tiver mais manha (a mulher em geral)...

Não duvido "que as mulheres são as principais vítimas" se considerarmos estatísticas dos efeitos visíveis, escandalosos por isso, que são os efeitos da confrontação física. Estatísticas que se esquecem sempre de incorporar o efeito catalisador do uso de álcool e de outras drogas no momento do confronto. E esquecem ainda mais de relacionar os "estragos" sofridos pela mulher com a diferença de compleição física entre a ela o "companheiro". Se estes dois últimos parâmetros estivessem patentes nas estatísticas e notícias de violência doméstica, talvez as partes em confronto fossem capazes de discernir antecipadamente mais racionalmente modos mais eficazes de lidarem com este tipo de desavença.

O que aparece à vista de todos e nos jornais é só a ponta do Iceberg dos estragos, tendo em conta o sofrimento total em jogo... E não deixa de ser bizarro considerarem sempre o homem como o ÚNICO culpado. Só pelo facto de não ter sangue a escorrer pela cara ou um braço partido.

Não basta ensinar nas escolas que o homem tem os mesmos direitos e deveres que a mulher, é necessário também explicar a Lei Natural de que falei, e explicar aos que são mais fracos fisicamente que nunca devem deixar chegar as desavenças ao ponto da confrontação física. Devemos ensinar as crianças o caminho da tolerância que, nestes casos, significa o caminho do divórcio, aos primeiros sinais de graves divergências. “Não quero viver com brutamontes! she said”.

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