Alberto João Jardim não é uma besta – como ele próprio reconhece –, nem um solípede, apesar das frequentes ameaças de dar coices, e, muito menos, um energúmeno que possa ser considerado inimputável. O presidente vitalício da Madeira é apenas um inadaptado à democracia, o incontinente verbal que desrespeita os órgãos da soberania e ofende os seus titulares, habituado à impunidade e à extravagância. No artigo da ilustre jornalista Lília Bernardes , a cuja coragem, isenção e lucidez devem os leitores do Diário de Notícias o conhecimento dos desmandos autóctones, lê-se hoje (site indisponível) que o mandarim local afirma, a propósito da lei que trava negócios dos deputados madeirenses: « Podem aprovar lá [Assembleia da República] o que quiserem . (...). Trata-se da rafeirada em que se está tornando o país». A moralização e a proibição da promiscuidade entre negócios públicos e privados dos deputados da Região, à semelhança do que se passa na Assembleia da República, não passa de uma «rafe...