8 de Maio de 1945

Faz hoje 61 anos que o exército nazi capitulou. Foi o dia da libertação, o fim do pesadelo europeu e mundial.

Numa altura em que o racismo, a xenofobia e o anti-semitismo ameaçam recrudescer, os democratas devem conjugar esforços para que o holocausto se não repita, para que a democracia se aprofunde nos seus aspectos políticos, económicos e sociais e, enfim, para que o militarismo e os regimes totalitários sejam contidos.

Recordar o dia 8 de Maio é reflectir sobre a violência do Estado, recordar os judeus e todas as vítimas que ao longo da história foram perseguidas por preconceitos religiosos, étnicos e culturais.

Comentários

Anónimo disse…
A Europa vive, aparentemente, um periodo de 60 anos sem guerras.
O que não sendo exacto transmite essa sensação enganosa aos europeus. Na verdade depois de 1945 não houve outra guerra, dita, mundial. Mas, por outro lado, guerras regionais bateram-nos à porta. A mais próxima geograficamente terá sido a da ex-Jugoslávia. Onde a Europa se portou miseravelmente. Discutiu, assobiou para o lado e pediu socorro à NATO. Hoje, a Europa (Portugal incluído), mantem por lá discretos contingentes a título humanitário - missões de paz.
Mas esta guerra recente chegou para mostrar que não estamos livres dos horrores que gravitam à sua volta. Na Sérvia houve concentrações humanos do tipo dos campos de concentração nazis e levou-se a cabo uma impiedosa e desumana "limpeza étnica".
Uma monstruosidade civilizacional às nossas portas, uma infindável vergonha na soleira do Velho Continente. Pouco falamos disso.
Por cobardia ou embotamento cultural.

Para o Homem de hoje é necessário compreender que, a paz de 1945, não trouxe a consciência destes horrores de modo a rejeitá-los liminarmente.
Em 2003, para nova vergonha dos portugueses, apoiáva-mos (o governo) a guerra do Iraque onde todos os dias se conhecem novos horrores, novas formas de violência e de tortura.
Portanto, más notícias sobre "a violência dos Estados", péssimas novas sobre todos os tipos de preconceitos.
Hoje, estamos certos que o pesadelo não acabou. Vem outros a caminho.
Faz todo o sentido celebrar o 8 de maio de 1945 desde que se consiga extrair daí um sólido conteúdo pedagógico e cultural.
Anti-militarista se possível.
FONSECAeCOSTA disse…
EhPÁ : A Europa não teve guerras dentro das suas fronteiras nos últimos 60 anos não é verdade ! Então os Balcãs não pertencem à Europa?!
E até essa zona entrar em ebuli- ção, e já depois de 1945 não ti- vemos as descolonizações, designa- damente a francesa e a portuguesa? E até ao desmantelamento do muro de Berlim não esteve a Europa per- manentemente debaixo do clima da
“guerra fria” e ameaça nuclear, como instrumento e vítima ?
E agora não foi empurrada para o Afeganistão e Iraque? E qualquer dia para o Irão...Alasca...Guanta- namo ?
A Europa, desde finais do sec.XIX passou a ser joguete nas mãos de outros e não mais se libertará dessa condição.
Anónimo disse…
Caro fonsecaecosta:

Eu tive o cuidado de escrever "aparentemente".
O que se passou foi que a Europa tentou "exportar" as guerras para outras paragens. O mais longe possível. É a doutrina EUA.
O período da "guerra fria" foi, como todos sabemos, um tempo de "detente" no espaço euro-atlantico. O dito "ocidente" guerreou em Africa, no Vietmman, etc. Longe da vista.
Mesmo assim algumas guerras regionais bateram-nos à porta.
Mas o que me interessa sublinhar é que, 60 anos depois das atrocidades da última guerra mundial, os atentados contra a Humanidade, permanecem.
Para vergonha da nossa civilização.

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