Barcelos e a maternidade


Consta que os autocarros que, há dias, levaram milhares de manifestantes a Lisboa, para protestar contra o fecho da maternidade local, foram pagos pela Câmara Municipal.

Não acredito que um presidente da Câmara, a quem cabe zelar pela tesouraria da autarquia, fosse capaz de levar tão longe a arbitrariedade na administração dos dinheiros públicos.

Mas se, por hipótese, fosse verdade, o que diria a Associação Nacional de Municípios e que medidas tomaria a Inspecção Geral do M.A. I.?

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Ministro da Saúde acusa PSD de "pagar" protestos
INáCIO ROSA / LUSA

Correia de Campos reafirmou os argumentos do Governo e lançou críticas aos sociais-democratas

Jornal de Notícias, hoje

Alexandra Marques

O ministro da Saúde acusou ontem o PSD de "patrocinar" as acções de protesto ao fecho de blocos de partos. "Em duas autarquias de presidência PSD, os municípios organizam manifestações, deslocações confessadamente financiadas pelo erário público, com milhares de munícipes munidos de camisolas, bonés e dísticos", disse na conferência "Maternidade em segurança" promovida pela bancada socialista, na manhã de ontem, no Parlamento.

O governante acusou também Marques Mendes de incoerência - chamando-lhe "body-border que navega ao sabor das ondas" - por defender agora a manutenção das salas de parto, mas quando era ministro e inaugurou o hospital de Elvas, não ter reaberto a maternidade, que desde 1991 só tinha menos de um parto por dia.

Correia de Campos elogiou que em 1990, a ministra da Saúde, Leonor Beleza tenha fechado 150 salas de parto e explorou as dissidências internas do PSD, elogiando os avisos de prudência de Luís Filipe Menezes e sobre os riscos do populismo proferidos por Manuela Ferreira Leite.
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Afinal os boatos confirmaram-se.
e-pá! disse…
Já estavamos esquecidos das burlescas "manifestações expontâneas" que, desde tempos ancestrais, fizeram escola em Portugal...

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