O PSD/Madeira em congresso

O PSD/MADEIRA está reunido este fim-de-semana em Congresso depois de Alberto João Jardim ter sido reeleito líder do partido com uma expressiva maioria de 93%.

Desde a reivindicação de tribunais próprios de primeira instância, até aos habituais ataques ao Governo nacional e aos recados ao PR, o folclore tem estado à altura do líder vitalício e da dimensão das maiorias que obtém.

Os renovados ataques à comunicação social, feitos na presença de Marques Mendes, mereceram o silêncio deste que elogiou o líder do governo regional e a o apontou como exemplo do melhor que o País tem.

É o medo de que o PSD nacional venha a parecer-se com o PSD/M que assusta Portugal.

Adenda: Vale a pena ler, como sempre, a análise da jornalista Lília Bernardes em «Congresso sem história»

Comentários

Zarco disse…
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
xaramba português disse…
As afirmações do Dr. A J Jardim no Congresso PSD-Madeira, deixam-nos algumas interrogações. Disse:
"O líder aproveitou a moção para falar do «mau» relacionamento com o Governo da República e defender um modelo próprio de desenvolvimento para a região, «obviamente diferente das outras parcelas componentes do território nacional». Esta reivindicação implica a «concretização do Princípio da Unidade Diferenciada, por cuja efectivação o PSD/Madeira se baterá e cada vez com maior denodo», refere."
Uma estratégia de desenvolvimento regional, estamos todos de acordo.
Agora a "concretização do Princípio da Unidade Diferenciada" é uma reivindicação que temos de discutir todos.
Isto, porque a undidade "per si" diz respeito a todos os portugueses - não só aos madeirenses.
Depois, o quadro mais complexo da chamada "unidade diferenciada" tem de ser encarado à luz da solidariedade e coesão nacionais. Um assunto que extravasa largamente as políticas regionais.
Nunca o País apoiará "dois tempos" na necessária e indispensável caminhada para o desenvolvimento.

Entretanto, neste Congresso, ficámos a saber que o exemplo da Madeira, no que diz respeito ao desenvolvimento económico, é extraordinário e em contra pé com as graves dificuldades da economia nacional.
Pelo que a inevitável discussão sobre a solidariedade, equidade e coesão, deverá ser difícil.
AJJ no referido evento, ainda teceu outras considerações que ferem os princípios constitucionais:
«Vamos reflectir sobre a compatibilidade da nossa vida com o estilo de vida que aqueles senhores, a partir de Lisboa, querem impor ao restante território nacional», prosseguiu o líder do PSD/M, introduzindo o tema da compatibilidade de «estilos» de vida entre a Madeira e Portugal.
É preciso ter em conta que os "senhores de Lisboa", goste-se ou não deles, foram eleitos e, nessa eleição, participaram os madeirenses. Foram, portanto, eleitos pelo universo eleitoral português. Estas são as regras e é este o "estilo de vida" democratico.
As rábulas sobre o insondável bloco «comuno-socialista», em pleno século XXI, só para consumo interno. E mesmo assim...
Zarco:

A mesma prosa já está na caixa de comentários do artigo: 28 de Maio de 1926.

A repetição transforma em lixo a sua bem fundamentada (e alheia) argumentação.

Não insista no mesmo texto.

Diga a AJJ que peça desculpa da falta de educação para com os comunistas e os socialistas que também são portugueses e, alguns, madeirenses.
FONSECAeCOSTA disse…
LIMITO-ME A TESTEMUNHAR O QUE VI, C/OS MEUS OLHOS PELA 2ªVEZ:
ZARCO(Moniz Ferreira ?):
Porque meu filho mais novo, engenheiro, a trabalhar por conta de uma das grandes empresas nacio- nais esteve na Madeira nos últimos 6 anos, aproveitei ter lá logísti- ca barata para com a minha mulher ir conhecer a Madeira. Movia-me muito mais a especial curiosidade de conhecer a RA como realidade humana, social, cultural e politica...do que como realidade paisagistica e/ou mundana e turística !
Não levava cartões ou recomenda- ções de quem quer que fosse e lá apenas me interessou ouvir o que pensavam dois amigos ex-companhei- ros combatentes da guerra colonial que lá vivem há muitos anos (ho- mens cultos e com posições de al- gum destaque no xadrez social local - um natural da Madeira, professor do secundário, ex-deputado regional; o outro Angolano de origem bigeracional, que em 1975 escolheu a Madeira para se instalar e aos seus, também professor do secundário e conhecido colaborador da RTP - Madeira na área da reportagem desportiva.
TODO O RESTO DO TEMPO FOI PARA PERCORRER TODA A ILHA, DE FIO A PAVIO, conversar com as pessoas que a isso se dispunham, sem papéis ou fotografias ou identi- ficações, sentadas nos jardins ou pracetas das pequenas e menos pequenas localidades situadas na estrada que circunda a ilha e nas do interior da ilha a que podia chegar, a partir dos ramais saídos dessa via fabulosa! Procurava também falar com quem se encontra- va sentado no café da terra, ou apenas com o dono ou dona, com o eleito da freguesia ou o funcio- nário da junta ou da extensão de saúde, etc.
Esta visita aconteceu na penúltima semana anterior àquela em que ocor-reu a votação nacional para as legislativas que se seguiram à demissão do 1º ministro Guterres .
Com toda a isenção, até porque não tenho qualquer filiação partidá- ria, as principais conclusões que tirei desta viagem/investigação foram:
•Fora do Funchal e arredores e do Machico, não vimos afixado, cola- do, pintado, onde quer que fosse, qualquer cartaz, tarja, bandeira ou inscrição, de qualquer partido ou coligação, para além do PSD ;
•Deste partido havia bandeirolas e/ou fotografias de AJJ em todos os postes da rede eléctrica que ladeiam a estrada em toda a sua extensão;
•Só constatei a existência nas localidades e freguesias, de delegações do PSD e só havia tarjas sobre a estrada, em quase todos os aglomerados populacionais do PSD;
•Às múltiplas perguntas feitas, das mais diversas formas e feiti- os, muita gente não respondia, um número significativo expressava a convicção de que o unico partido que havia era o PSD e o “Grande Timoneiro” Alberto João.Uns tantos, mais abertos diziam que conheciam as propostas de outros partidos, mas que nunca fizeram nada pela Madeira e o povo não gostava deles, só gostava do PSD;
•Constatei em várias extensões e centros de saúde, a horas como as 11,00 da manhã não haver doentes para atender. Só haver funcionári- as, que conversavam ou faziam renda, etc.
•Fora do Funchal, do Machico e de Câmara de Lobos, não encontrei à semana às 20/21,00 horas, qualquer Pavilhão Gimnodesportivo ou Poli- desportivo em utilização!
•EM RESUMO: Há betão, há asfalto, há infraestruturas sociais e desportivas porventura em demasia e subutilizadas, Há PÃO...mas também há PAU e há muito...MEDO!!!
Tudo o resto, fiquei convicto de que eh encenaçao e manipulaçao ao melhor estilo, contra as quais as proprias elites que estao fora do "sistema" estao subjugadas.

Sex Mai 26, 03:10:31 AM
Alberto João Jardim disse…
FONSECAeCOSTA said...

"LIMITO-ME A TESTEMUNHAR O QUE VI, C/OS MEUS OLHOS PELA 2ªVEZ"

Não me faça rir!!
Estávamos todos à espera da sua visita, para " descobrir " a Madeira...

Quaquer dia também irei relatar o que vi " com os meus olhos" a porcaria, a miséria o mau gosto e a " dor de cotovelo" do CONTINENTE PORTUGUÊS...
Morro a rir com os relatos Continentais!!! disse…
...estou a morrer de medo, aqui na Madeira...HEhEHEHEEHEHEH

De facto isto é uma comédia, este visitantes...Parece que chegam a uma COLÓNIA!!!

E voltam todos "cheios de si", mas não seja andaram de avião! E podem relatar o que viram na Ilha, como Darwin...
xaramba português disse…
Os só os madeirenses podem opinar sobre a Madeira.
Perdão, só os fãs das arruaças do AJJ.
O que outros possam ver são miragens ou imagens distorcidas. Há, portanto, uma verdade oficial, indesmentível. Esta, muitas vezes saí em nota oficiosa do Governo Regional.
Apurado o nível de insultos saídos deste Congresso PSD-Madeira é de esperar que, a próxima prestação, no Chão da Lagoa, alcance as raias do nojo e acabe afundada no mais abjecto ridículo. Um espectáculo a não perder. Um verdadeiro circo com palhaços (pobres e ricos), contorcionistas (dos golpes de rins), equilibristas ( que sabem trabalhar no arame) e, como não podia deixar de ser, animais selvagens, domesticados mas travestidos de selvagens.
Da primeira vez que a irresponsabilidade de AJJ tiver consequências (como já devia ter tido) vamos chorar... de riso.
Aqui no "Contenente"
Anti-Xaramba disse…
xaramba português said...

" Contenente " é português com " sotaque" dos Açores...

Xaramba ês um palhaço!
Compra um espelho...
xaramba português disse…
Anti-xaramba said

"Xaramba ês um palhaço!"

Se fosse o palhaço que tu afirmas encontrávamo-nos no Chão da Lagoa.

Assim, vais tu e leva o espelho!

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