Confesso que fiquei satisfeito com a aprovação norueguesa do serviço militar obrigatório para ambos sexos , ocorrida na última semana, decisão pela qual, em devido tempo, ingloriamente me bati. Os partidos, com a honrosa exceção do PCP, cederam às juventudes partidárias. Foi enternecedor ver a euforia da Mocidade do CDS com a vitória, que não se percebia se era o ódio às FA, por terem libertado Portugal da ditadura, ou a alegria por não terem de lutar na guerra que nunca viram como injusta, criminosa e antecipadamente perdida. As juventudes do PSD e do PS também exultaram, mas sem a mácula colonialista evidente. Quando terminou a guerra colonial, as Forças Armadas, democratizadas, tinham todas as condições para se transformarem na referência cívica do país, incubadora das forças policiais da GNR e PSP e respetiva escola de quadros. Bastava que o SMO tivesse sido mantido, alargado a mulheres, e dimensionado, de acordo com as necessidades do País. As FA seriam um instrumento da uni...