Buscas ao «24 Horas»
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Segundo a comunicação social houve quatro buscas que mobilizaram 3 juizes, vários procuradores do M.P. e 8 inspectores da PJ, o que indicia um rigoroso cumprimento da lei.
Há apenas duas perguntas que inquietam:
1 – Não era o antigo director-geral da PJ, Adelino Salvado, que informava um jornalista do referido jornal e que, violando o segredo de justiça, foi obrigado a demitir-se, sendo agora juiz da Relação, sem transtornos de maior?
2 – O que será mais grave:
a) escutas telefónicas ao Presidente da República, primeiro-ministro e altos dirigentes do Estado, sem que o País saiba quem, como, quando e porquê foram ordenadas;
b) ou a divulgação pelos jornalistas?
Comentários
Desde as enfabulações freitistas sobre os cartoons, as origens das religiões, a identificação histórica dos agressores e agredidos, à teoria da liberdade condicionada com "responsabilidade" cívica pelo primeiro-ministro até aos sinuosos meandros do poder judicial, tudo se conjuga para, em nome do pragmatismo, questionar e condicionar a liberdade de expressão.
Vamos deixar?
E o reino da Dinamarca, aqui tão perto.
Perseguem-se os mensageiros.
E não ficaremos a saber como, quem e com que justificação se pôs a democracia sob escuta.
"Lei da rolha - se algo está em segredo de justiça é tão culpado quem o revelou ao jornalista como o jornalista a publicar algo que sabe que está sob segredo de justiça"
Ou não? Se calhar se o segredo de justiça tivesse sido realmente aplicado tb Caterine D'Neuve e o Vampiro das Saunas tivessem a ser julgados, assim, ...