PS - 1 ano depois

Perante a herança recebida, a fragilidade da economia europeia e a debilidade estrutural do aparelho produtivo português, era difícil ao Governo de Sócrates fazer melhor.

Não se pode dizer que foram fáceis as receitas, que são brandas as medidas ou que não haja uma enorme quantidade de portugueses a sofrer com a austeridade.

Não há modelos alternativos consistentes ou medidas que não pequem pelo carácter utópico e/ou demagógico.

Globalmente, o Governo de Portugal tomou medidas corajosas e fez o que devia. Dói muito a muitos portugueses mas as decisões não podiam continuar adiadas.

Os socialistas não devem envergonhar-se do seu Governo. E não esperem que sejam os outros partidos a defendê-lo. É nos momentos difíceis que a fidelidade aos princípios se torna mais urgente e necessária.

E, como dizia Torga, «quem faz o que pode, faz o que deve.

Sócrates e o seu Governo, por muito que custe, fizeram o que deviam. Com coragem. Com determinação. Com patriotismo.

Parabéns pelo primeiro aniversário.

Comentários

Meu Caro Esperança

Muita coisa é necessário fazer para estruturar um país ameaçado de viabilidade.

Mas não é uma política de direita que questiona o SNS e a Segurança Social que pode fazer alguma coisa por Portugal.

A distância relativamente aos 25 é cada vez maior. Como vamos fazer com 10% de desempregados ? E com os lucros da Banca Portuguesa ?

Gosto de Torga que dizia quem faz o que pode faz o que deve. Mas Torga era Ele e não se confunde com os actores actuais.

Para estes, por favor, pelo menos quem faz o que deve faz o que pode.E ainda é preciso avaliar o seu sentido do dever !!!
Anónimo disse…
CE:

O saldo do 1º. ano de governo Socrates tem de ser avaliado, sem paixonetas partidárias, nos diversos parâmetros:

- político, desastroso! (autárquicas + presidenciais);

- económico, mediocre - alvo
"reprimenda" da C.Europeia e, na realidade, a estagnação económica (crescimento = 0.2%)
(min.das finanças anunciou que
tomará as "medidas necessárias"...; );

financeiro, calamitoso
(aumento do IVA, mais esforços para o defice, etc.)

- laboral, tenebroso
(taxa de desemprego elevadíssima + manutenção do código Bagão Felix);

- tecnológico, bacoco.
("choque tecnológico" no papel, de cócoras perante o Bil Gates, etc.;

- social, perturbante ("guerra" em todas as frentes - funcionários administrativos, professores, aparelho judicial, polícias, etc.);

- cultural, caricatural (Teatro Nacional, C. Cultural Belém, Casa da Música, a "trica" com o Joe Berardo, etc.)

Não acabaríamos de enunciar...
Claro que estas considerações - em nome do pragmatismo - vão ser consideradas utópicas e demagógicas. Todavia,o pragmatismo assemalha-se a uma virgem louca que se deita em qualquer cama (esquerda, "centro", direita) e, paradoxalmente, chora por não ter sido desvirginada.

Mas, o que custa mais, é ler que fora do PS não há alternativas.
Como se a democracia não vivesse da capacidade em gerar alternativas.

Francamente, a Esquerda enquanto património político, sociológico e cultural não merecia isto: num só ano um "chorrilho" de disparates.
Marco disse…
1 ano e nada de novo no reino.
Sim senhor!
Zaratustra disse…
Viva o PS! Viva o Sócrates! Viva! Está a dar um rumo a este país! Sem olhar a calendários eleitorais! Sem olhar aos interesses instalados das classes sociais que chuparam o país nos últimos 50 anos! Portugal moderno, competitivo, com mais justiça social! Viva!
Viva à Lei do Arrendamento que vem repor alguma justiça geracional e lutra contra a destruição criminosa dos cascos históricos das nossos cidades!
Viva aos impostos ecológicos sobre os automóveis!
Viva o fim da presença no Iraque! Viva um Governo que acredita em Portugal! Que acredita nos aeroportos, nos TGV's, na sociedade de informação! Na Investigação! Nas escolas de qualidade para todos! E não só para os que pagam colégios privados... com o dinheiro que não pagam ao fisco!
Viva a dignidade com que todos olham para o Governo da nossa República!
Viva Sócrates!

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