Questão de oportunidade

in Sorumbático

Comentário: A averiguação de crimes não pode estar dependente da oportunidade, sobretudo quando os direitos humanos estão em causa.
.
PCP e BE têm razão.

Comentários

Anónimo disse…
Desta vez, também acho.
Vítor Ramalho disse…
Fica-lhe bem a posição. Será que começa a perceber, que este governo de socialista só tem o nome?
e-pá! disse…
O partidos do "arco do poder" desde 2001 até hoje, utilizam a democracia formal, para fugirem às responsabilidades.
Mais, utilizam a capacidade númerica que dispõem na AR para julgarem em causa própria.
"Coligam-se" no intuito de salvar a pele de eventualmente incómodas investigações.
Impedem "democráticamente" a expressão das minorias.

Depois de tanta "atoarda" sobre a impulsividade e o "desmesurado" comportamento de Ana Gomes sobre esta questão, acabam, de modo tão dramático, por lhe dar razão.
Ana Gomes cobriu-se, apesar da "não-investigação", de razão e José Lello, espaldado pelo grupo parlamentar, de ridículo.
Pior. Lello desafiou a deputada europeia a apresentar queixa na PGR. Foi o que fez
Como surgem novos dados incriminatórios (ONG britanica "Reprieve") que, segundo comunicado, serão analisados no âmbito do processo da PGR, os partidos com responsabilidade governativa desde 2001 resolvem "apagar" os factos e dar por encerradas as diligências.

A Amnistia Internacional sempre considerou de "relutante" cooperação de Lisboa.
Portugal, que presidiu à UE no último semestre de 2007, nunca levou o problema ao Conselho Europeu, que reúne os chefes de Estado e de Governo europeus.
Declarou-se "incompetente" para se pronunciar sobre esta situação apesar de o Parlamento Europeu ter manifestado, formalmente, sobre o caso dos voos da CIA, no sentido de se apurar a verdade.

No mesmo sentido do que o Conselho Europeu, os partidos do Governo em Portugal "uniram-se" para se declararem incompetentes sobre matérias de direitos humanos.
Têm, contudo, vastas competências para ratificarem tratados - como o famoso Tratado de Lisboa - que "mexem" com a vida comunitária e individual dos cidadãos europeus.

A declaração de incompetência é um preceito cauteloso - usado pela hierarquia da Administração da Justiça - em circunstâncias melindrosas para atirar questões para estancias superiores. O seu uso pela AR, em casos políticos, serviu para promover a fuga à discussão, já que se trata de um orgão da plena legitimidade popular.

Nenhum português esperava "muito" do inquerito parlamentar.
Ele tinha, no fundo, um valor simbólico.
Mostrava que a "Casa da Democracia", onde repousam as nossos Direitos, Liberdades e Garantias, não tinha tabus sobre questões humanitárias, por maiores efeitos colaterais (políticos) possíveis ou previsíveis.

Não!
Na verdade, ficamos a saber que somos (ainda) uma democracia com tabus.
O que não deve espantar os portugueses.
O actual PR é conhecido como um "homem de tabus".
Infectou o sistema político com esta moléstia.
A fragilidade política da actual relação de forças parece favorecer a proliferação destas contaminações.

Até quando a democracia consegue debelá-las e continuar indemne?
e-pá! disse…
ADENDA:

Há indícios de que a base área da Lajes - entre outros locais do território nacional - poderá ter sido um dos eventuais "pousos" dos voos promovidos pela CIA para transporte de "prisioneiros" com destino a Guantamano... a caminho da tortura.

Hoje,09.02.08, o semanário Expresso, noticia que está em cima da mesa, para discussão, a possibilidade de alargamento do espaço cedido pelo Governo português às forças militares dos EUA.

Penso que os portugueses exigem que, um eventual "acréscimo de operacionalidade" desta base, seja acompanhado de uma rígida e implacável regulammentação quanto à sua utilização para outros fins não previsto na contratualização entre os Estados - nomeadamente violações ao estatuído nas normas em vigor pela Comissão de Direitos Humanos da ONU.

Outrossim, em relação ao incontornável registo de aeronaves (nacionais ou estrangeiras) que operam em aeroportos portugueses e pertençam a qualquer tipo de categoria: civis, militares ou serviços secretos (espionagem)... Todas, sem excepção!

Não estou disponível, como português para, ao entrar num aeroporto, me espreitarem para dentro da pasta dentifrica que transporto numa bolsa de atavio pessoal e uns maduros tipo "cow-boys", passearem-se nesses mesmos aeroportos como que vai a um urinol público... porque há um acordo no seio da OTAN que o permite....
Acordos internacionais não podem dispensar o cabal registo das aeronaves e do pessoal operativo, i.e., as formalidades mínimas. Mesmo havendo o "simplex".
Porque se houver lugar a algum privilégio os primeiros usufrutuários devem ser os nacionais (passe este nacionalismo caseiro).

Aliás, dentro do princípio da reciprocidade espero que a SEF para além dos passaportes e outros documentos de transito (turismo, p. exº) esteja a fotografar todos os cidadãos norte-americanos que entram em Portugal, mandá-los descalçar e examinar os sapatos, bem como a colher as impressões digitais dos 10 (!) dedos das mãos.
Um português para entrar nos USA passa por mais tramitações do que no Arquivo de Identificação Nacional!
Os yankees em trânsito no nosso País, sejam pacíficos cidadãos ou encartados pistoleiros, devem ter tratamento igual - igualzinho - ao que nos submetem a quqndo da entrada dos EUA.
Sem tirar nem pôr...
O post colocado no SORUMBÁTICO tem um 2.º recorte, onde se mostra uma gralha que inverteu o sentido do texto:

Em vez de "em momento algum" (com o significado de "nunca"), escreveram "em algum momento".
Anónimo disse…
CMR:

Dei-me conta demasiado tarde. Obrigado.

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