Momento de poesia
Culpa
Pediu-me o pão.
Tinha – disse – muita fome.
Era talvez um ladrão,
Mas um ladrão também come.
Mal reparei
Na magra mão que estendia,
E o pão que lhe neguei
Roubou-o ele no outro dia.
Logo um polícia o prendeu.
E ninguém suspeitou
Que quem o roubou
Fui eu.
Pediu-me o pão.
Tinha – disse – muita fome.
Era talvez um ladrão,
Mas um ladrão também come.
Mal reparei
Na magra mão que estendia,
E o pão que lhe neguei
Roubou-o ele no outro dia.
Logo um polícia o prendeu.
E ninguém suspeitou
Que quem o roubou
Fui eu.
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a) Armando Moradas Ferreira
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