Mais um episódio no conflito israelo-palestino…

A situação no Médio Oriente torna-se – cada dia que passa – mais complexa.
Depois de uma dormência de quase 2 anos sobre a iniciativa unilateral israelita de bloqueio à orla costeira da Faixa de Gaza, ao arrepio das resoluções do CS da ONU, e que o Mundo suportou pacientemente, este “velho” problema reacendeu-se, recentemente, com a organização de frotas humanitárias visando fornecer aos palestinos, aí residentes, bens essenciais à sua sobrevivência.

A reacção de Israel à aproximação da 1ª. frota foi desastrosa. As explicações do governo de Telavive não convenceram ninguém. Nesse sentido, o Conselho de Direitos Humanos da ONU aprovou a realização um inquérito internacional, prontamente, rejeitado por Israel. Aliás, Israel tem ignorado nos últimos 40 anos, sistematicamente, as resoluções ou as recomendações da ONU, mesmo aquelas que são apoiadas pelo seu aliado de sempre – os EUA.

Reavivam-se, assim, velhos conflitos, enquanto a credibilidade dos israelitas perante o Mundo se deteriora perigosamente, retirando-lhe espaço de manobra. Pior, sempre que se adensa o clima político em Israel mais notório se torna a nefasta interferência de sectores religiosos ultra-ortodoxos, na definição das políticas da Guerra e da Paz, no Médio Oriente.

Neste momento, ONG’s ligadas a diversos países europeus e árabes estão determinadas a desgastar Israel com o envio “a conta gotas” de navios com carregamentos de bens essenciais.
Israel patrulha a costa da Faixa de Gaza e fiscaliza os carregamentos em nome da sua segurança mas, por exemplo, tem dificuldade de convencer a comunidade internacional da proibição da entrada de alguns produtos, como é o caso do cimento. Na verdade, no último conflito de Gaza [2008-2009] a violência dos ataques israelitas levou à destruição de importantes infra-estruturas urbanas [civis], bem como grande parte do seu parque habitacional. Nada mais justo do que permitir aos palestinos a sua reconstrução com a ajuda internacional.

Mas a “grande provocação” chegou, hoje, do Irão. Fontes ligadas ao regime teocrático iraniano [um assessor do aiatola Khamenei – líder supremo da revolução] revelaram que: “a força naval da Guarda Revolucionária está totalmente preparada para utilizar a sua capacidade, escoltando as flotilhas libertadoras e pacíficas que se dirigirem para Gaza…".
Enfim, o rastilho que faltava!

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