Teresa e Helena casam-se ontem às 09.00 em Lisboa

Foto DN
O primeiro casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Parabéns às noivas e cumprimentos do Ponte Europa ao seu advogado que há anos trava a batalha que agora foi ganha - Luís Grave Rodrigues, colaborador deste blogue.

Comentários

Pai de Família disse…
"Casamento"...

Pois.

O Povo Português nunca há-de encarar esses emparelhamentos como casamentos.

Haja alguém, um dia, que ponha isto na ordem.
Foi um passo de gigante, para um terrunho anão.
Infelizmente para elas, os problemas não se acabaram aqui.
jrd disse…
Finalmente!
Uma pedrada que já tardava, no charco da hipocrisia.
Pai de Família disse…
Para reflexão, um muito oportuno artigo do Ilustre Padre Nuno Serras Pereira, retirado do excelente blogue "JESUS LOGOS":



«Deparei, no dia de hoje, com grandes parangonas nos jornais on-line apregoando que se tinha “consumado o casamento” de duas pessoas do mesmo sexo. Quando a mentira toma o poder, se infiltra na lei, metamorfoseando-a, se publicita na comunicação social e entra no linguajar comum acaba por dominar o pensamento, manipular as consciências e introduzir-se nas crenças e costumes de um povo. Como consequência minará a coesão social, desagregará a família fundada no matrimónio indissolúvel entre um homem e uma mulher, perverterá infância e a juventude, aumentará a violência, provocará a perseguição, suscitará graves problemas de saúde pública.

A falsidade da notícia é dupla: Primeiro porque diz que houve casamento quando o que houve foi um emparelhamento. Os ladrões e malabaristas das palavras cuidam que por mudarem o nome às coisas lhes transformam o ser. Ora estas são o que são independentemente da nossa opinião ou decisão. A realidade está aí e é dotada de uma consistência própria que resiste às nossas manigâncias e se afirma não obstante as nossas prestidigitações mentais, escritas ou verbais; em segundo lugar, porque afirma que o “casamento” foi consumado quando isso é evidentemente totalmente impossível (e se fora possível seria caso para perguntar como é que os jornalistas o sabiam – seria o “acto” público?).

Compactuar quer pessoal, quer institucionalmente, com a quimera daquelas duas desgraçadas afigura-se-me um manifesto desfavor e um enorme desamor para com elas. Pois que, recorrendo a S. Paulo, esta gente entrega-se “à imundície” e a “paixões vergonhosas” desonrando “entre si os próprios corpos” cometendo “torpeza(s)” com “sentimentos depravados”.»
e-pá! disse…
Gostaria muito de saber se, o clérigo do citado blogue "JESUS LOGOS", ao referir-se, por exemplo, aos vergonhosos crimes de pedofilia que assolam a ICAR usa a mesma dureza no linguajar:
“à imundície”; “paixões vergonhosas”; desonrando “entre si os próprios corpos”; “torpeza(s)”; “sentimentos depravados”, etc.

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