Um dia, Bernardino Soares disse que tinha dúvidas que a Coreia do Norte não fosse uma Democracia. Nunca percebi bem em que contexto o disse, ou se foi uma frase assassina e como justifica á posteriori esta declaração. Ainda terá dúvidas hoje, ou será que considera aquilo, uma tentativa bem conseguida de tornar realidade a tal Utopia de Sir Thomas?
O que é facto é que a Coreia do Norte continua a ser festejada na festa do Avante. Por isso parece-me que o PC não tem dúvidas em continuar a considerá-la uma democracia - talvez mesmo a única democracia que resta no mundo!
Obrigado Carlos Esperança pela precisão das declarações do BS.
Não é meu hábito andar na Esquerda aos tiros á Esquerda, os meus alvos são sempre no lado oposto, mas esta declaração sempre me custou a deixar passar. A menos que o BS tenha algum indício que me escape de que aquilo está no bom caminho para Utopia
Li no excelente blogue De Rerum Natura , num post de Carlos Fiolhais , o seguinte: «De facto, o candidato a rei é autor de um opúsculo laudatório do Beato Nuno, onde se pode ler esta pérola: “Q uando passava de Tomar a caminho de Aljubarrota, a 13 de Agosto de 1385, D. Nuno foi atraído a Cova da Iria, onde, na companhia dos seus cavaleiros, viu os cavalos do exército ajoelhar, no mesmo local onde, 532 anos mais tarde, durante as conhecidas Aparições Marianas, Deus operou o Milagre do Sol» (“D. Nuno de Santa Maria - O Santo” , ACD Editores, 2005).»
Fiquei maravilhado com o que li e, sobretudo, por saber que o Sr. Duarte Pio escreve.
O Sr. Duarte Pio, suíço alemão, da família Bourbon, imigrante nacionalizado português pela conivência de Salazar e pelo cumprimento do Serviço Militar Obrigatório, podia emprestar a imagem às revistas do coração mas precaver-se contra a ideia de publicar opúsculos.
Claro que não é necessário saber falar para escrever e, muito menos, ...
Antes das 11 horas da manhã, uma numerosa comitiva de polícias, militares da GNR, e alguns outros do Exército, tomaram posições em frente à Igreja de Santa Cruz. Bem ataviados esperavam a hora de deixarem a posição de pé e mergulharem de joelhos no interior do templo do mosteiro beneditino cuja reconstrução e redecoração por D. Manuel lhe deu uma incomparável beleza. Não era a beleza arquitetónica que os movia, era a organização preparada de um golpe de fé definido pelo calendário litúrgico da Igreja católica e decidido pelas hierarquias policiais e castrenses. Não foi uma homenagem a Marte que já foi o deus da guerra, foi um ato pio ao deus católico que também aprecia a exibição de uniformes e a devoção policial. No salazarismo, durante a guerra colonial, quando as pátrias dos outros eram também nossas, não havia batalhão que não levasse padre. Podia lá morrer-se sem um último sacramento!? Éramos o país onde os alimentos podiam chegar estragados, mas a alma teria de seguir lim...
Comentários
A frase proferida, respondendo a uma interpelação, foi esta:
«Não tenho razões para pensar que a Coreia do Norte não seja uma democracia».
Não é meu hábito andar na Esquerda aos tiros á Esquerda, os meus alvos são sempre no lado oposto, mas esta declaração sempre me custou a deixar passar. A menos que o BS tenha algum indício que me escape de que aquilo está no bom caminho para Utopia
Na véspera do 5 de Outubro a monarquia coreana é um anacronismo que não tem a ver com a esquerda. Qualquer esquerda.