UE – excepcional austeridade…
In El Mundo.es – 04.10.2010.“A Comissão Europeia proporá baixar os ordenados dos funcionários das Instituições da UE em 0,4% no próximo ano por efeito da redução dos vencimentos dos burocratas espanhóis, cujos valores nominais diminuíram em média 5%.
Fontes ligadas à Comissão explicam que não há memória de outra redução na história das instituições, ainda que faltem os registos completos de todos os anos e o sistema mudou em 2004. Pelo menos é certo que não existiu nenhuma [redução salarial] desde 1991, explicou um porta-voz da Administração.
O salário básico dos funcionários europeus oscila entre 2.604,21 euros [para um assistente recém-admitido] e 18.025,09 euros mensais [para um director-geral veterano] pelo que no nível mais baixo haverá uma redução de uns 10 euros e o máximo de 72 euros, caso se aplique o ajustamento hoje anunciado pela Comissão, que necessita ainda de ser aprovado pelos 27 Estados membros, antes do final de 2010.” … link
A excepcionalidade destas anedóticas medidas [quando relacionadas com aquelas que muitos Estados membros tiveram de adoptar], propostas pela Comissão Europeia, bem como as considerações tecidas à sua volta, fazem-me recordar sábias palavras de Agostinho da Silva:
…“Os casos excepcionais são todos os que há no mundo. Cada um de nós, como homem, é inteiramente excepcional. Não há ninguém igual a cada um de nós em todos os biliões de homens que existem, nem fisicamente nem psicologicamente. Tudo é excepção. E todas as coisas que existem no mundo deviam ser excepções aplicadas a esses seres excepcionais. Simplesmente, as condições da sociedade em que vivemos obrigam todos nós a, lentamente, nos irmos parecendo uns com os outros.”…
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