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A FRASE
Por
Carlos Esperança
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A descolonização trágica e a colonização virtuosa
Por
Carlos Esperança
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Ramalho Eanes referiu como trágica a descolonização em que «milhares de pessoas foram obrigadas a partir para um país que não era o seu». Tem razão o ex-PR cujo papel importante na democracia e o silêncio o agigantou depois da infeliz aventura por interposta esposa na criação do PRD e da adesão à Opus Dei, sempre por intermédio da devota e reacionaríssima consorte, que devolveu o agnóstico ao redil da Igreja. Eanes distinguiu-se no 25 de novembro, como Dinis de Almeida no 11 de março, ambos em obediência à cadeia de comando: Costa Gomes/Conselho da Revolução . Foi sob as ordens de Costa Gomes e de Vasco Lourenço, então governador militar de Lisboa, que, nesse dia, comandou no terreno as tropas da RML. Mereceu, por isso, ser candidato a PR indigitado pelo grupo dos 9 e apoiado pelo PS que, bem ou mal, foi o partido que promoveu a manifestação da Fonte Luminosa, atrás da qual se esconderam o PSD e o CDS. Foi nele que votei contra o patibular candidato do PSD/CDS, o general Soares...
Comentários
Todavia, na última grande estrevista de Pedro Passos Coelho na TV (RTP 1) não foi capaz de explicar como. Embrulhou-se, meteu os pés pelas mãos e refugiou-se numa tirada pomposa: "quando chegar uma situação de crise saberemos como actuar" (cito de memória).
Entretanto, políticos como Guilherme Silva começaram a sondar o terreno, o que tornou mais explicito que, no PSD, reina a confusão e a deriva, perante uma incessante e calculista busca de oportunidade (política). Confrontado com a evidência desse facto, Pedro Passos Coelho, mandou (publicamente) Guilherme Silva ficar quedo e mudo...
Esta "cortina de fumo" não consegue esconder que o PSD está tentado a jogar os seus trunfos fora do âmbito parlamentar. Talvez, conte com um empurrão vindo dos lados de Belém...
Esta será a grande promiscuidade! Que poderá acontecer em regime de casamento, união de facto, concubinato ou, tão somente, por revanchismo.