Egipto: o dilema

Omar Suleiman - o rosto da impotência

As grandiosas manifestações de ontem que ameaçam transbordar a Praça Tahrir e estender-se a toda a cidade el pais mostraram que:
- com Omar Suleiman a transição democrática caminha para um futuro incerto;
- com Hosni Mubarak o Egipto não vai a lado nenhum.

A "questão egípcia" torna-se, cada dia que passa, mais complexa. Envolve Mubarak e o regime. Duas componentes indissociáveis. O progressivo desenvolvimento e as particulares características deste levantamento popular tornam evidente que já não basta "sacrificar" Mubarak para salvar o regime.
A mudança em curso radicalizou-se. As incertezas quanto ao futuro do País aprofundam-se. A comunidade internacional espelha as divergências estratégicas em relação ao Médio Oriente. A insurreição persiste - intensifica-se - nas margens do confronto.

Comentários

Manolo Heredia disse…
Isto está a parecer-se demais com o reviralho na Pérsia... a única força política organizada é a Irmandade Muçulmana...
soudocontra disse…
Ninguém aqui lê o Chomsky, por exemplo? Ninguém sabe o que são "Estados de Fachada Árabe" ou "Polícias Locais de Serviço", por exemplo? Não sabem que quem põe e dispõe naquela zona geo estratégica são os states, na defesa dos seus interesses imperiais, para controle das reservas petrolíferas e de gás natural e não só? As análises a este respeito têm de ser feitas sob este prisma e o resto é conversa fiada para enganar os incautos - que são a maioria!
Sugiro a leitura dos artigos dos links seguintes:
http://resistir.info/africa/egipto_boron_03fev11.html;
http://resistir.info/petras/petras_07fev11.html;
http://resistir.info/africa/decalogo_mubarak.html;
http://resistir.info/chossudovsky/egipto_07fev11.html
Sou apartidário, mas isso não me impede de ler artigos de especialistas independentes em sítios ligados a certos partidos.

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