PALESTINA: Insanáveis contradições da política externa americana…

Os EUA têm sentido algumas dificuldades em lidar com a actual situação insurreccional que se vive no Norte de África e Médio Oriente.

Não vale a pena mistificar nem complicar a situação. Trata-se de países submetidos a ferozes regimes ditatoriais [nas suas múltiplas modalidades] que, em nome da “perigosidade do islamismo”, beneficiaram de ampla protecção política e económica do Ocidente, nomeadamente, dos EUA. Esta posição, por mais voltas de que dê, entronca-se no arrastado conflito israelo-palestino e tem determinado a política expansionista de Telavive [ver acima mapa "evolutivo"].

Os EUA tentam acompanhar [influenciar] – de modo subtil e discreto – o curso dos acontecimentos nos Países que se libertaram [ou lutam para libertar-se] dos seus ancestrais regimes despóticos, com o intuito de salvaguardar a possibilidade que o processo de mudança em curso venha a desembocar em “Estados Islâmicos”, facto que destruiria os equilíbrios estratégicos concebidos para essa região. Para jogar um papel decisivo na evolução dos acontecimentos, os EUA, necessitam de consolidar o seu prestígio junto ao Mundo Árabe.

Ontem, a Administração Obama foi submetida a uma dura prova no CS da ONU face a uma proposta de resolução que visava condenar os colonatos israelitas em território palestino.

As recentes negociações israelo-palestinas, que decorrem sob o alto patrocínio dos americanos, encontram-se bloqueadas, precisamente por causa do diferendo surgido acerca dos novos colonatos judeus, no território da Cisjordânia. Embora a posição política da Administração Obama acerca dos novos colonatos seja - aparentemente - de rejeição, ontem, na votação no CS da ONU, para impedir a condenação de Israel, os EUA, tiveram de recorrer ao uso do seu direito de veto. nytimes

Mais uma vez se evitou a condenação da política expansionista do regime ultra-conservador de Benjamin Netanyahu. Mas, também, mais uma vez a liderança da política mundial [é por isso que ostenta o privilégio de vetar, i. e., bloquear resoluções] desbarata a capacidade de influenciar, de modo positivo, as mudanças políticas em curso nos países muçulmanos. É cada vez mais evidente o desfasamento entre os interesses americanos e o consenso internacional.

A chamada “revolução árabe” [termo impróprio] entrou em roda livre. Na verdade, a exposição ao risco de derivas "islamizantes" aumenta com atitudes deste tipo. O futuro do Magreb e do Médio Oriente torna-se, cada vez mais, incerto. E, apesar da protecção americana, o de Israel, também. As posições dúbias e as jogadas oportunistas, manhosas [enfeudadas a lobbys], conduzem invariavelmente a resultados desastrosos, torpedeando todos os esforços de PAZ.

Comentários

Foi um dos maiores êrros do Séc.XX
a criação do Estado d'Israel pelo
anglo-saxão Imperialismo,roubando o
território aos palestinos,o que motivou o estado de guerra que não
mais terá fim.No meu entender,os
chamados judeus,só são assim chamados se tiverem nascido na Judeia.Mas se se consideram judeus
por seguirem a Religião dos Profetas como Moisés que disse ter falado com Deus e dêle ter recebido
o Decálogo,os Dez Mandamentos que
depois foram adoptados pelos judaico-cristãos,e se se consideram
o Povo Eleito de Javé/Jeová que é o
Padre Eterno dos judaico-cristãos,
e se se baseiam no argumento biblico de que Javé lhes indicou a Palestina como a Terra Prometida por Javé ao seu Povo Eleito, então nêsse caso eu direi que êles são racistas.No meu fraco entender,
os chamados judeus deviam ser as
pessoas mais internacionalistas dado que êles estão espalhados pelos cinco Continentes e onde nasceram téem a sua Pátria.Sómente
a maldita da Religião é que motiva
a xenofobia,o ódio racial.A cidade
de Jerusalém devia ser uma cidade internacional e Sede da ONU.A Palestina devia ser uma Rèpública Federada,por exemplo,como a Suíça,
com dois Cantões e sem Exército, mas simplesmente Polícia.E as Religiões não deviam meter-se na
Política e limitar-se às Sinagogas e Mesquitas.Mas enquanto houver a
crença e o fanatismo religioso,não
haverá Paz na Palestina nem no Médio Oriente.

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