As fragatas dos 3.900 milhões de euros

As fragatas dos 3.900 milhões de euros

Enquanto nos distraímos com as comissões, deixamos de nos interessar pelo escrutínio do interesse, oportunidade e ónus que que vai pesar sobre as próximas gerações.

Riem-se de nós, portugueses.

Comentários

Carlos Antunes disse…
Felizmente, não sou militar nem percebo nada de estratégias militares, guerras, etc.
Mas ainda que leigo na matéria, e como simples observador e leitor atento do que se vai passando no mundo das guerras, custa-me perceber a utilidade da compra das fragatas (3,9 mil milhões €) quando constato que na actual guerra russa/ucraniana, a Ucrânia tem vindo a afundar dezenas de navios russos da Frota do Mar Negro através de ataques assimétricos com drones navais de superfície (USVs) e subaquáticos (UUVs), em Dezembro de 2025 e no inicio de Agosto de 2026 utilizando esses mesmos drones subaquáticos atingiu profundamente um submarino russo no porto de Novorossiysk e afundou o cargueiro russo Yanina perto deste mesmo porto de Novorossiysk.
PS: Será em vez das fragatas, não se devia optar pela construção de mais navios porta-drones do tipo idealizado pelo Almirante Gouveia e Melo, considerado o primeiro navio porta-drones da Europa e uma plataforma multifunções inovadora da Marinha Portuguesa para operar sistemas não tripulados – ensaio que se encontra a ser fabricado na Roménia – e cujos objectivos estratégicos são os da vigilância e Investigação (monitorização ambiental, controlo de ZEE, missões científicas e busca e salvamento) e Defesa e Segurança (protecção de infraestruturas críticas e resposta a crises no mar) exactamente os mesmos que são apontados pelo MD para a compra das fragatas?

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