De líder popular a ditador populista

O Parlamento da Venezuela aprovou ontem a versão definitiva da reforma da Constituição que reforça os poderes do Presidente Hugo Chavez, abrindo a via a um referendo popular em Dezembro.
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A reforma proposta pelo chefe do Estado prevê nomeadamente a supressão da limitação do número de mandatos presidenciais, a instauração de uma “economia socialista” e a censura à comunicação social em situações excepcionais.
A reforma proposta pelo chefe do Estado prevê nomeadamente a supressão da limitação do número de mandatos presidenciais, a instauração de uma “economia socialista” e a censura à comunicação social em situações excepcionais.
Comentários
Economia socialista já concordo com tal, se efectivamente as estructuras na sociedade forem criadas para tal existência, e assim não se ficar pelo "impacto" do termo usado.
Censura à comunicação em condições excepcionais, não concordo, pois dá azo a muita perversidade. A sociedade que se deseje e efectivamente o Poder se empenhe em tal, não deve (penso eu) pôr restricções à informação à população; exceptuo só a informação classificada, emas que tenha justificação apensa para tal.
Chavez pode aprovar tudo no Parlamento - até a sua imortalidade!
Internamente, essa contestação ultrapassa esquemas políticos tradicionais e, por exemplo, os mais activos contestatários partem do meio universitário.
Na América do Sul, neste momento numa agitada mudança política, cujos resultados serão avaliados a médio termo, a Venezuela desvia-se radicalmente da mediana dos rumos que estão a ser trilhados por diferentes países desse Continente.
As consequências poderão estar à porta: a descredibilização e o isolamento;
Na Europa actual, pura e simplesmente, achamos que o governos de países são coisas demasiado sérias e complicadas para serem entregues a militares.
O ciclo terminou com Charles De Gaulle.
Portanto, nada de bom se anuncia.
A democracia contém em si uma concepção de paz e de diálogo,a luta pelo poder tem regras não conduz a tumultos e guerras.
A economia socialista tal como a conhecemos já provou que não funciona, nem em estados fortemente hierarquizados.Podemos conceber um estado mais ou menos regulador, agora uma ditadura num estado socialista é uma verdadeira alucinação.
Cuba tem vivido à custa do protagonismo de Fidel , do confronto com os estados unidos e da publicitação de um regimen que não vingou em mais lado nenhum. E não consta que cuba seja um sucesso económico ou civilizacional.
A ditadura de esquerda ou de direita como solução para a actual crise dos estados contemporâneos, não é um caminho mas um beco.
A oposição venezuelana não está na Assembleia porque, tendo decididdo a via golpista, que pôs em prática no golpe militar falhado, não concorreu às eleições para as deslegitimar.
Seria mais importante discutir as medidas sociais e o combate à desigualdade na Venezuela. Chavez pode falhar, mas, por enquanto, tem o apoio dos explorados e dos pobres.
Ditador é o leader paquistanês! Mas as boas almas que se ruborizam com as imperfeições democráticas do Chavez, dormem trannquilas quando sonham com o paquistanês. A cada um os seus sonhos e os seus pesadelos...
Há circunstâncias em que os referendos ratificam tudo o que for preciso...
[Publicado por Vital Moreira] [4.11.07] [Permanent Link]
A verdade é que o estado venezuelano administra hoje o território mais inseguro de toda a América latina, muito mais do que a Colômbia, onde quase não há lei, muito menos justiça.
Ora este estado de coisas pode desestabilizar profundamente toda a região com as consequências previsiveis: guerra.
Em termos internacionais enquanto o dito cujo não beliscar os interesses ligados ao mundo do petróleo, estará tudo bem. Mas se o fizer vai cair com estrondo...
Ora, a Assembleia foi eleita em eleições tão limpas quanto as que se fazem cá no "burgo" e o referendo é rejeitado pelos que pensam que o vão perder, e não por acharem que não vai ser limpo.
Quem queriam que decidisse? Eu ? O meu vizinho do 3º andar que já foi ao Brasil? O Dr. Vital Moreira? A"Ponte Europa"? Ou Conselho Superior dos Bem Pensantes Portugueses?
Talvez, o povo venezuelano aceite melhor o resultado de um referendo, onde possa votar, do que a douta opinião de um paisano europeu. Digo eu...
Salazar também usou o referendo para a Constituição de 1933. E quem não votasse contava a favor.
Há «democracias» que não aceito.