Ponte Europa feito pelos leitores
A confissão a “céu aberto” de Michael Hayden, director da CIA, perante o Congresso dos EUA, que esta agência (um nome interessante…) usou, depois do 11 de Setembro, (não ficou esclarecido se antes também …) técnicas de interrogatório que são, para o Mundo civilizado, pura e simplesmente, intoleráveis técnicas de tortura. Atitudes criminosas, não tenhamos medo de utilizar as palavras. Atitudes que rechearam a Idade Média e estão (deviam estar...) abolidas desde a Revolução Francesa, i.e., desde que entrámos na Idade Contemporânea.
O “waterboarding”, i.e., o afogamento simulado, segundo o responsável da CIA, Mr. Hayden, só …. foi usado 3 vezes e em 3 detidos! Como se o número fosse atenuante ou justificasse alguma coisa.Mas existe a justificação securitária… A CIA tinha dúvidas se estariam iminentes ataques terroristas nos States.Vai daí, caminha em direcção a Guantámano e saca 3 homens para o “waterboarding”…
O Mundo cobre-se de vergonha com estas histórias. Guantámano é, cada vez mais, um lugar de simbólico (pelas piores razões) e cada vez menos uma base militar (também pelas piores razões). Os famigerados voos – quando forem cabalmente esclarecidos - tornar-se-ão factos que devem partilhar do mesmo tipo de razões securitárias.
Entretanto, Condoleezza Rice anda aflita pelo Mundo a ver se arregimenta combatentes para manter acesas as guerras do Iraque e do Afeganistão. Muito difícil esta tarefa. A situação neste Países não é uma causa internacional consensual – pelo contrário foi uma birra dos neocons. Mas a possibilidade de os “atlantistas”, cumulativamente, correrem o risco de cometerem, ou serem coniventes, com crimes humanitários, ainda que sob a batuta americana, põe cada vez mais gente a fugir...
O Congresso dos EUA, depois de conhecer os factos está a considerar a hipótese de proibir esta selvática técnica de tortura. A considerar…
O País das liberdades civis a claudicar….
Esperemos que as próximas eleições americanas reponham a confiança do Mundo nas liberdades fundamentais.
a) e-pá

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