Cogitações de um domingo à tarde…

Os últimos desenvolvimentos da política nacional são preocupantes e desmascaram os objectivos tácticos deste Governo.

As ditas ‘reformas estruturais’ têm – na opinião dos credores – de avançar, cá dentro, a um ritmo alucinante. Mas o fulcral é a ‘reforma laboral’. Foi nesse sentido que, à sorrelfa, o Governo se comprometeu com a troika em mais uma drástica redução das indemnizações por despedimentolink depois de em Outubro de 2011 as ter fixado em 20 dias por cada ano de trabalho.

Nenhum membro deste Governo foi capaz de interrogar-se sobre a compatibilidade desta medida e o constante engrossar de um 'exército' de desempregados. Por detrás das propostas destas medidas há uma agenda política irresponsável e macabra. Mistura-se competitividade com tudo o que é e não é. Na verdade, a competitividade não assenta na competição dos actores (economias) no terreno em igualdade de circunstâncias. A competitividade - para os nossos credores - emergirá espontaneamente dos baixos salários e de um mercado laboral ‘flexibilizado’, i. e., sem quaisquer tipo de garantias para os assalariados e onde a precariedade reinará.
Passa ao lado de um outro vector - a produtividade - só alcançável com redução dos custos de produção. E o caminho desenhado para reduzir esses custos, no nosso País, passa exclusivamente pela ‘compressão’ de salários. Quando se questiona sobre investimento e inovação a resposta é conhecida: vem a seguir. Como, ninguém explica.

Até onde nos levará este círculo vicioso?

Depois da total ‘desregulação’ do mercado de trabalho segue-se o quê?
- O crescimento económico?  Ninguém acredita!

Comentários

e-pá! disse…
Apostila:

Estas cogitações ‘aconteceram’ em linha com a ‘oração’ do 1º. Ministro link depois de ouvir cantar as ‘janeiras’ em S. Bento.

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