Durão Barroso – maoísta com destino de Trotsky

Um estalinista nunca deixa de o ser. Um fascista pode tornar-se democrata, mas um estalinista, nunca. Um estalinista pode chegar a líder de um partido democrático, e não deixa de o ser.

Zita Seabra aproveitou a última relação conjugal para batismo, confirmação, eucaristia, penitência e matrimónio, cinco sacramentos pios por atacado, mas não deixou de ser o que foi no PCP, uma estalinista. Até entrou para o Opus Dei, para o confirmar.

Durão Barroso, maoísta, nunca deixou de ser estalinista no glorioso percurso de Mao a pior, sempre com amplo proveito pessoal.

Com a leveza ética [só Passos Coelho e Luís Montenegro não a veem] com que aceitou, quando PM, férias, com a mulher, os 3 filhos e um primo, viajando no jato privado do empresário João Pereira Coutinho para a sua ilha privativa, no Brasil, em 2002, aceitou as de 2005, no iate de Spiro Latsis, um banqueiro grego, quando estava indigitado para presidente da Comissão Europeia.

Quem se admira que o ex-presidente da CE, presente de Blair e Bush, pela participação no crime da invasão do Iraque, se tenha associado “aos valores desenfreados e antiéticos que a Goldman Sachs representa”, de que o critica um grupo de funcionários da UE?

Quem se surpreende que se tenha envolvido nas manobras a favor da búlgara Kristalina Giogierva, contra Guterres, na reunião do grupo de Bilderberg, em junho, defendendo-a para secretária-geral da ONU, conivente com a família política que adotou o ex-maoísta – o PPE –, de que o PSD se tornou uma mera metástase em Portugal?

Agora é o sucessor, aliás pouco recomendável, que, chocado com o lobista da Goldman Sachs, o obriga, tal como a outros 5007, a ser revistado pelos serviços de segurança nas deslocações à sede do organismo a que presidiu (altura em que já devia ser revistado), a tratar dos negócios do atual patrão.

A sanha (ou inveja?) de Juncker ainda há de, depois de lhe ter retirado os privilégios de “passadeira vermelha”, apagar Barroso das fotos da CE e mandar sicários a Londres, a sede do seu exílio dourado. Felizmente que o destino de Trotsky é mera metáfora, mas o assassínio da honra já foi conseguido.
 
Quem não quer ser lóbi mau não lhe veste a pele.

Comentários

soudocontra disse…
Carlos, você ainda não sabe(???) que o 11Set2001 foi um "inside job" executado pelo governo criminoso dos EUA, para depois lançar a guerra e o terror no Iraque, Afeganistão, e mais tarde a Líbia e etc, com toda a série de actos terroristas que se lha seguiram? Então veja lá em resistir.info, site onde existem vários artigos de gente conceituada a provarem o dito "inside job" - parece mentira, mas não é! Só lamento que o senhor, de quem sou admirador e com quem partilho o verdadeiro ateísmo, ainda não tenha consciência disso - ou é apenas para criticar uma religião qualquer? Mas se o for, está errado, Carlos! A verdade acima de tudo e a verdade é esta, bem comprovada, o 11Set2001 foi um "inside job" dos imperialistas, fascistas, norte-americanos!
Jaime Santos disse…
Não é um assassínio da honra e sim um suicídio. Mas ficou consumado lá pelas alturas da 'Cimeira dos Açores' e foi confirmado depois da invasão do Iraque, quando Barroso jurou ter visto provas de armas de destruição maciça que afinal não existiam...
esteves, ayres disse…
Falta falar sobre o Judas? depois direi a minha opinião...

Mensagens populares deste blogue

Nigéria – O Islão é pacífico…

A ânsia do poder e o oportunismo mórbido

Macron e a ‘primeira-dama': uma ‘majestática’ deriva …