O livro (Eu e os políticos), o autor (JAS) e o apresentador (PPC)
Que…
Que José António Saraiva, arquiteto que enveredou por projetos jornalísticos a soldo da direita, da pior direita, monárquico e amoral, resolva ganhar dinheiro como alcoviteiro, a revelar conversas pessoais e a vender a vida sexual de políticos a quem gosta de espiar pelo buraco da fechadura, apesar de crime, aceita-se pela decadência ética a que chegou.
Que a demência cívica o prive de entender o respeito que os mortos lhe devem merecer, para não lhes expor a sexualidade, verdadeira ou inventada, é próprio da leveza ética do autor do livro e da baixeza moral de quem o lê.
Que, depois de falhar como diretor do luminoso Sol e como jornalista, se transforme em vendedor de sexo saído dos canos de esgoto, em conversas privadas e sem a autorização dos seus interlocutores, escrevendo um livro, não é um problema para a literatura, é um caso de polícia.
Que quem foi primeiro-ministro, graças a indivíduos do estofo moral do autor, se preste a apresentar o livro, não faz um mero pagamento de favores ao cúmplice, faz um ato de proxenetismo a favor de um bordel sem alvará, onde JAS chafurdou.
Que José António Saraiva, arquiteto que enveredou por projetos jornalísticos a soldo da direita, da pior direita, monárquico e amoral, resolva ganhar dinheiro como alcoviteiro, a revelar conversas pessoais e a vender a vida sexual de políticos a quem gosta de espiar pelo buraco da fechadura, apesar de crime, aceita-se pela decadência ética a que chegou.
Que a demência cívica o prive de entender o respeito que os mortos lhe devem merecer, para não lhes expor a sexualidade, verdadeira ou inventada, é próprio da leveza ética do autor do livro e da baixeza moral de quem o lê.
Que, depois de falhar como diretor do luminoso Sol e como jornalista, se transforme em vendedor de sexo saído dos canos de esgoto, em conversas privadas e sem a autorização dos seus interlocutores, escrevendo um livro, não é um problema para a literatura, é um caso de polícia.
Que quem foi primeiro-ministro, graças a indivíduos do estofo moral do autor, se preste a apresentar o livro, não faz um mero pagamento de favores ao cúmplice, faz um ato de proxenetismo a favor de um bordel sem alvará, onde JAS chafurdou.
Comentários
Agora, reduzido à sua mortal insignificância, como arquitecto e jornalista ou vice-versa, pretende ressurgir como 'escritor de alcova'. Passou dos imaginários e exóticos factos políticos e dos alucinantes editoriais que gostava de criar e subscrever para consubstanciar-se num erótico (ou pornográfico?) coscuvilheiro que à laia de ‘escritor maldito’ dá à estampa um livro e naturalmente vai estampar-se (na praça pública e/ou nos tribunais?).
Na verdade, toda a ‘pornografia’, incluindo a literária, é uma ‘manobra de diversão’ alienante, ou seja, mais uma tentativa (existem múltiplas) de fantasiar o mundo ‘criado por e para alguns’, para distorcer o mundo real em que todos vivemos.
O facto de um ex-primeiro-ministro (que como eu não leu o livro) se prestar a divulgar a obra mostra: ou está a pagar 'favores' antigos, ou - o Pedro das redes sociais - é ‘pau para toda a obra’.
Um artigo de opinião publicado no DN sobre este assunto, intitulado ‘ O crime de José António Saraiva, assinado pela jornalista Fernanda Câncio, merece toda a minha concordância e julgo que deve ser lido e divulgado link.
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