Reflexão do solstício de Inverno de 2017

É meia-noite. Neste dia, que precedeu a noite mais longa do ano, no hemisfério norte, chegaram as más notícias.

Hoje mesmo, a Catalunha derrotou, nas urnas, a Espanha, e é metade da Catalunha que derrota a outra metade, e, com os derrotados, a Europa, onde os demónios nacionalistas acordaram, vai progressivamente reduzindo a sua referência como pilar da cultura, da liberdade e da democracia.

A Polónia, cuja deriva autoritária a encaminha para o desrespeito dos direitos humanos, tem o apoio da Hungria a evitar que a UE a possa obrigar a respeitar a independência do poder judicial. É o poder totalitário que se aproxima, 72 anos depois da Grande Guerra.

As ogivas nucleares estão em estado de alerta em vários pontos do Globo; 40 milhões de escravos aguardam comprador; a ONU é ameaçada de asfixia financeira por Trump; milhões de refugiados contentam-se em não morrer, enquanto as desigualdades sociais se agravam, a água falta, os alimentos escasseiam, o ozono mingua e o oxigénio se torna insuficiente.

A paz deu lugar à guerra e a loucura ameaça o módico de bom senso que ainda resta. O mundo tornou-se um lugar inseguro e é de temer o ano que aí vem.

Como gostaria de pensar que tudo está justo e perfeito num mundo onde a paz universal está irremediavelmente posta em causa.

Que à loucura dos que mandam possamos impor a paz que cada um de nós deseja.

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