Iraque - Não à impunidade. Opinião de um leitor

Completamente de acordo que os políticos sejam chamados à responsabilidade pelos actos que praticam enquanto no exercício das suas funções.

A guerra do Iraque foi, para os políticos europeus, uma imposição americana.
Teve a sua génese nas catacumbas do Pentágono e no salão oval da White House, em sucessivos conclaves de "neo-cons".

Nenhum político europeu tinha qualquer tipo de mandato para se lançar em tamanha aventura e tão desastroso desaire. Nem mandato, nem delegação representativa.
Era preciso procurá-la. Alguns fizeram-no, como Blair, mentindo descaradamente na Câmara dos Comuns. Outros - todos mentiram aos seus povos - avançaram à cegas (como Aznar e Barroso), com o rei na barriga, como se fossem para uma nova cruzada.
Bush, utilizou o alinhamento político dos seus aliados para os tornar cúmplices de um crime.

Que o povo espanhol queira pedir contas a Aznar, acho muito bem.
Este só pode queixar-se de Bush, porque quando circulava nas ruas das cidades espanholas, praticamente em cada casa, podia ler: GUERRA, NO!
Que saibamos não é analfabeto.

Instituir um código de responsabilidade política - livre de imunidades bacocas - é urgente e poderá moderar a efémera governação democrática das tentações arrogantes que quase sempre configuram intoleráveis abusos do Poder e, no limite, irreparáveis perdas de vidas.

a) e-pá

Comentários

Anónimo disse…
Totalmente concordante com "Iraque - Não à impunidade."
Repito que apreciei muito o "risco político" que José Luis Zapatero correu quando pouquíssimos dias antes das Eleições no seu País, afirmou que se ganhasse as Eleições, das primeiras medidas que tomaria era ordenar a retirada das tropas Espanholas do Iraque: Zapatero ganhou, e ... cumpriu.
Termino com uma questão que bastantes vezes me "dá" que pensar, pois ainda ... não encontrei reesposta à altura para a mesma: para que serve o T. P. I. (Tribunal Penal Internacional)? Serviu só para julgar Saddam Hussein, e o condenar à morte? Não sendo "flor que se cheire" o País onde o ditador Saddam foi executado, É UM PAÍS INVADIDO, ONDE SE TEM SEMEADO A DESTRUIÇÃO E A MORTE (DIÁRIAMENTE); sabe-se quem são os culpados de tais atrocidades, assim, quando serão julgados e condenados no T. P. I., e cumprirão pena, ou ..., como criminosos contra a humanidade?.
Anónimo disse…
Manuel Forte:

1 - Saddam não foi julgado no TPI, foi julgado num simulacro de julgamento no Iraque;

2 - O TPI não aplica pena de morte.

Cumprimentos.
Anónimo disse…
Obrigado Caro Esperança pela correcção. Realmente foi uma gaffe fruto de alguma emotividade com que estava a escrever.
Mas mantenho a ideia básica: o Iraque, "É UM PAÍS INVADIDO, ONDE SE TEM SEMEADO A DESTRUIÇÃO E A MORTE (DIÁRIAMENTE); sabe-se quem são os culpados de tais atrocidades, assim, quando serão julgados e condenados no T. P. I.". Estão diáriamente muito cinicamente a cometer crimes contra a humanidade.
Um forte abraço.
Anónimo disse…
Se fosse posível levar a ideia expressa na entrada a bom porto poderíamos caminhar para uma situaçao verdadeiramente insustentável no futuro, em que todos os políticos poderiam ser chamados a tribunal por todas as acçoes e omissoes dos respectivos governos tanto por motivos gravosos ou mesquinhos pois já haveria um perigoso precedente.
Anónimo disse…
Joss Van Aerts:

Reconheço a pertinência da sua observação mas é terrível concluir que quem tem a força nunca será julgado.

Hegel tinha razão na defesa do pragmatismo. Mas é um critério injusto.
Anónimo disse…
Ora aí está, nao é uma discussao fácil de facto. O problema é que saberíamos por onde começar mas nao saberíamos até onde esse caminho nos poderia conduzir...

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