À procura de um trono extinto


Conta-se que, um dia, Joaquim Namorado e Paulo Quintela, dois notáveis intelectuais de Coimbra, num dos seus longos passeios, foram dar ao solar de S. Marcos.

Saiu-lhes ao caminho o Sr. Duarte Nuno que, no seu deficiente português, próprio de um estrangeiro, lhes atirou:

- Eu sou o duque de Bragança. Os senhores quem são?

- De Bragança? Então somos vizinhos, sou de Mirandela – terá respondido, distraído, o Professor Paulo Quintela, ilustre catedrático, democrata e homem de teatro.

Comentários

Anónimo disse…
Joaquim e não Rui.
Anónimo disse…
Obrigado, caro leitor.

Estava a reler o post quando dei conta do lapso.
Anónimo disse…
A lenda pode ser melhor do que a história. Mas a que eu conheço,é um pouco diferente.

Paulo Quintela foi mostrar São Marcos a um professor alemão, amigo dele,que estava de visita a Coimbra.
São Marcos tinha duas partes. Uma era residência do Sr.EngºDuarte Nuno e outra era monumento nacional. Foi esta última que Paulo Quintela foi mostrar ao amigo.
Mas dada a fluidez da fronteira entre as duas partes, acabaram por se cruzar com o Pretendente ao trono, que se apresentou, como Duarte de Bragança. Quintela, sabendo quem era a ave, respodehu: "Você é de Bragança? Muito prazer. Eu também. Eu também".
Anónimo disse…
Ui... estou muito arreliado e preocupado com este imbróglio.
E agora, que vai ser de nós, pobres súbtitos?
Que fazer? A Pátria está orfã...

Agora a sério: isto até me diverte, de patético que é.

Esta gente leva-se tão a sério e vive num mundo tão paralelo, que não sei como os Gato Fedorento não pegam nisto.

É material de primeira, para humor.
CA disse…
Mudaram-se os tempos, mudaram-se as aristocracias. E as de hoje têm os mesmos vícios das de ontem. Mas porque são poderosas não podem ser expostas em público. Com as que perderam o poder qualquer um goza.
Vítor Ramalho disse…
“Saiu-lhes ao caminho o Sr. Duarte Nuno que, no seu deficiente português, próprio de um estrangeiro, lhes atirou:”
Agora quem não fala bem português tem de ficar calado? Que frase mais horrível, denota intolerância e alguma xenofobia.

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