BPN - Processo a cheirar a sanita

Adenda: A porta (ou cano de esgoto?) por onde passou a violação do segredo de justiça é capaz de ser conhecida.

Comentários

e-pá! disse…
Dias Loureiro tem em relação ao caso BPN uma postura, no mínimo, extravagante, ou se quisermos, exótica.

Em relação aos interesses do Banco foi um perdulário, um dissipador de dinheiro, ou simplesmente, um adicto em esbanjar dinheiro e um expert em gestão danosa.
No que diz respeito ao comportamento pessoal neste escândalo financeiro, para além de uma intermitente e selectiva amnésia que, entre outras coisas, o levou a querer esclarecer os problemas com uma audição na AR (deixando a investigação do MP e os tribunais para os plebeus), inovou técnica de ocultação usando uma comunicação entre a casa de banho e um esconderijo - que o próprio qualifica de "esconso" - para ter à mão "papelada" que podia facilmente consultar, enquanto, p. exº., fazia as suas necessidades fisiológicas ou se submetia a um revigorante programa de SPA.
Já o seu companheiro de gestão no BPN, Oliveira e Costa, possuiria na Herdade Paço dos Infantes, na Vidigueira, um bunker...onde poderia guardar, também, uns papeizinhos que tinham cirurgicamente sido subtraídos (ao processo BPN/SLN...)
Bem, excentricidades de banqueiros!

Bem, para além do tosco da tentativa de justificação é necessário ter em conta que esta cena não ocorre num arruinado pardieiro, ou no discreto e económico apartamento que habitou em Sete Rios (nos tempos em que arribou à capital vindo das Beiras) mas, segundo se depreende da notícia do "Sol", na sua residência actual, i. e., na Quinta Patiño, uma zona residencial privilegiada, de ostentação e das mais caras do País, onde, por exemplo, tem por vizinho, João Rendeiro, ex-chief executive (CEO) do BPP.
Il y a tant de choses à raconter...

Na verdade, o ex-gestor do BPN e SLN, licenciado em Direito, mas inexperiente causídico, não deve ter a noção do que são procedimentos de dissimulação e de sonegação de documentos?
Ou, temos de acreditar que, este homem poderoso e bem instalado na vida, neste momento, a acumular, em todo o lado, o prefixo de "ex-qualquer coisa", não tem estantes ou armários no seu gabinete de trabalho domiciliário?

Ainda vai acabar por nos querer contar contar a história do pai natal ... sem revelar o que lhe coube no sapatinho.

Desfrutará de algum gozo pessoal julgar "os outros" imbecis, parvos, atoleimados, ou revela, perante as confrontações com a realidade, limitações no comportamento adaptativo?

E que à medida que vamos sabendo pormenores das peripécias desta venal aristrocracia financeira, temos a sensação que estes (e outros) eventuais prevaricadores, arguidos, sob investigação do MP, andam nitidamente a "gozar com o pagode..."
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Não posso deixar de lamentar mais esta fuga ao segredo de justiça.

Não aceito que a Justiça interfira nas eleições em curso.

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