Viva o 1.º de Dezembro! Viva a República!

Podem os monárquicos, espécie em vias de extinção, reclamar como sua a data do 1.º de dezembro, tal como as da descoberta do Brasil, da chegada à Índia, ou da batalha de Aljubarrota, mas essas, e outras datas, são património do país que o quis ser. Pertencem a todos os portugueses incluindo os que, por incultura ou má fé, riscaram do calendário os feriados do 5 de Outubro e do 1.º de Dezembro.

O último 5 de outubro foi o primeiro a que roubaram a dignidade de feriado e feriram a memória dos heróis da Rotunda. Hoje é o primeiro 1.º de dezembro onde os conjurados de 1640 são exonerados da evocação que a Pátria lhes deve. Bastaram alguns traidores para sepultar no esquecimento a memória dos 40 conjurados de 1640 que restauraram a independência de Portugal.

A monarquia, habituada ao direito divino e ao sucessório, pela via nupcial e uterina, só viria a considerar feriado o 1.º de dezembro, na segunda metade do século XIX. Foi a República, numa das suas primeiras decisões, que o consagrou feriado Nacional «como medida popular e patriótica».

O patriotismo é um sentimento a que são alheios os governantes de turno, indiferentes aos acontecimentos que fizeram de Portugal um país e à História que serve de cimento à nossa identidade.

Malditos sejam.

Comentários

septuagenário disse…
Se fossemos certinhos não havia 1º de Dezembro.

Os Filipes não nos largavam a berguilha.

Eramos outros Bascos ou Catalães, autónomos mas espanhois.

Hoje são os espanhois a gozar o 1º de Dezembro por estarem livres do pesadelo.

Agora até já Gibraltar vem jogar a Faro e os espanhois ficam calados.

E andam com o Ronaldo nas palminhas.
septuagenário disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
septuagenário disse…
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