O PS CADA VEZ SURPREENDE MAIS

É público e notório que o PS tem dado sucessivos tiros no pé e tem feito uma oposição frouxa, cinzenta, apagada, insuscetível de galvanizar o povo. Isto não o ajuda nada, antes o vai prejudicar nas próximas pugnas eleitorais. Não consigo perceber porque agem assim.

Mas então não é que o proeminente Dr. António Vitorino apareceu hoje na TV a apresentar um livro de (ou sobre) o inqualificável Vitor Gaspar e a desfazer-se em elogios à odiosa personagem? Isto é inadmissível!

Eu sei que em democracia nada impede que se elogie um adversário político. Mas Gaspar não é digno de ser considerado um adversário político. Não merece esse estatuto. Gaspar é o pior carrasco do povo português de todos os tempos. É um traidor à Pátria, que governou apenas para satisfazer os interesses dos credores, designadamente da Alemanha, obedecendo a todas as vontades da MerKel e do seu ministro das Finanças.

Qualquer pessoa de bem se recusaria a apertar a mão ao abjeto Gaspar. Mas Vitorino foi ao ponto de o abraçar, num amplexo obsceno e promíscuo!!!!! O que vem a ser isto?! Confesso que não compreendo.

Ou o PS está de facto inadmissívelmente frouxo ou então Vitorino está a mais no PS. Dixit.

Comentários

Outeiro disse…
Absolutamente.
Pode tirar o OU, o PS está frouxo e o anafado Vitorino está a mais no PS.
e-pá! disse…
Em plena campanha de 'assédio' do PSD em busca de 'consensos' com o PS este aparente 'percalço' de Vitorino é absolutamente incompreensível.
Não se tratando de um neófito da política ainda mais intrigante se transforma esta 'performance'. Mais - embora não tenha lido o livro nem fazendo conta de o vir a fazer - é chocante como existem personagens políticas capazes de prestar-se a tão reles serviços. Porque, só existem duas razões para o ex-ministro aparecer, nesta altura do campeonato, com um livro. A primeira, será 'escrever' de supetão a história à sua maneira antes que 'outros' o façam, ou tenham tempo e distanciamento para o fazer, com um o mínimo de coerência, honestidade e verdade.
A segunda, pertence à chicana eleitoral em curso onde uma manifestação pública 'conciliatória' vem mesmo a calhar.
Quando olhamos para a plateia presente no lançamento deste livro, pouco resta para ler - não há enigmas ocultos - e será difícil não ficar indignado.
E, sendo assim, Vitorino, tornou-se na 'notícia' que o livro nunca poderia ser, por um acumular de erros (timing, casting, enredo, visão,etc.).

Uma vez, no Parlamento, Vítor Gaspar tentou entrar para o anedotário nacional ao atribuir o mau desempenho económico (vulgo 'a recessão') à chuva... Será que a chuva a cântaros, que teima em não parar, 'afogou' a perspicácia de Vitorino e arrastou-o para o pântano político.
Ou existe algo de mais preocupante no ar?

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