"O Estado Islâmico sempre existiu, é a Arábia Saudita”


A melhor denúncia e explicação do wahhabismo saudita, indispensável para conhecer a demência terrorista do Islão atual, veio-me deste reformista muçulmano.

Reforçou em mim o asco que sinto por quem, para ganhar dinheiro, protege e arma um Estado pária.

Julgo imprescindível a leitura desta entrevista para que fui alertado por um amigo atento.

Comentários

andanças disse…
amigo
boa tarde... de facto li esta entrevista no publico ontem... gostei..
abc
leal
Manuel Galvão disse…
Foram os petro-dólares que financiaram os extremistas das madrassas de Cachemira, no tempo da URSS no Afeganistão. Que interessa se esses dólares lhes foram dados pelos EUA ou pela ASaudita? Nessas madrassas foram lançadas as bases da produção em série, e gestão do respetivo stock, de homens-bomba. Cada miúdo que ia "estudar" para as "escolas corânicas" proporcionava à família uma pequena pensão que era paga pela ASaudita. Mais tarde, já homem, esse menino fazia-e explodir consciente que isso representava uma morte gloriosa mas também uma pensão vitalícia para a sua família (mãe e pai, paga pela ASaudita. Ainda hoje isso é assim. Tudo isto vem explicado em meia-dúzia de livros escritos por jornalistas independentes que estiveram no Afeganistão.

Não vejo que admiração possa causar esta entrevista.

E não há volta a dar a esta relação EUA-UE com a ASaudita, pois os príncipes sauditas detêm fortunas fabulosas em empresas e em todo o tipo de produtos financeiros do Ocidente. Zangar-se com esta comadre (ASaudita) representa perdas financeiras incalculáveis para coligação EUA-UE.

MR disse…
Claro que a Arábia Saudita e o Qatar financiam o islamismo. Bin Laden é uma família multimilionária da Arábia Saudita.
Este extremismo islamita foi encorajado pelos americanos, no Afeganistão, para combater a ocupação Soviética.
Hoje fechamos os olhos perante uns contratos passados com as monarquias petrolíferas que financiam igualmente o estado islâmico.
Jaime Santos disse…
Secundo o que foi dito acima. O Ocidente não pode continuar a apoiar a Arábia Saudita e a vender-lhe armas, enquanto hostiliza o Islão xiita, que não representa um perigo de terrorismo significativo. Basta ver a atitude do Ocidente para com a intervenção no Yémen. Desgraçadamente, as coisas já são assim desde os anos oitenta, como bem recorda Manuel Galvão, os EUA financiaram os rebeldes afegãos e o Paquistão autocrático para obterem uma vitória fácil contra a URSS, acabando por dar origem aos talibãs e a Bin Laden... Isto passa igualmente pela diminuição da dependência do petróleo daquelas paragens, o que felizmente é inteiramente consistente com a luta contra as alterações climáticas. Se as Monarquias do Golfo deixarem de ter uma fonte de renda com que compram o silêncio e estimulam a indolência e a radicalização religiosa dos seus cidadãos, terão que diversificar a sua Economia, educar as suas mulheres, cobrar impostos e democratizar-se...

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