Uma inaudível, mas repetitiva, ‘cantiga’ neste Natal…

Imagem alusiva ao Club Bilderberg onde se destaca (à direita) Mario Draghi presidente do BCE
 
Os recentes acontecimentos à volta do sector financeiro, melhor seria chamar-lhe ‘escândalos’, determinam que sejam repensados os âmbitos e as dimensões da crise despoletada há 7/8 anos (2007/2008) e que – como verificamos no dia-a-dia - continua a manifestar-se como num abalo telúrico por periódicas réplicas um pouco por todo o lado. Precisamos de encontrar o fio à meada. Para já há manifestos e sistémicos sinais de fadiga e esta será a grande via de contaminação para inevitáveis e cada vez mais anunciadas tréplicas.

É difícil separar (isolar) as situações nacionais quando, a partir da queda do muro de Berlim, se enveredou alegre e descuidadamente para um Mundo globalizado.

E o problema começa com a pegada cada vez mais impressiva da existência uma concertação mundial (um ‘governo sombra mundial’ para uma instituir uma 'nova ordem'), nunca explicitamente divulgada ou escrutinada, onde se sentam à mesa os que congeminam e impõem decisões estratégicas (aplicáveis à posteriori), isto é, os poderosos ('donos disto tudo') ou os seus fiéis serventuários, sejam representantes institucionais (dirigentes nacionais ou transnacionais) como é o G 7 ou, ainda, de ocultas personalidades como no Club Bilderberg.

Existem quanto a este club evidências (e não simples coincidências) que são preocupantes. António Guterres, Durão Barroso e José Sócrates foram convidados deste club antes de assumirem funções no topo da governação nacional.

Será tão difícil arranjar uma correlação entre estes convites e a posterior ocupação de responsabilidades políticas como,  em jeito de contraditório, descartar qualquer ligação entre estes factos. Embora este dilema não constitua uma 'dúvida metódica' do tipo cartesiano esta é - sempre foi ao longo das últimas décadas - uma questão permanente, pertinente e cada vez mais presente link.

É óbvio que ocorrem, aqui e acolá, algumas inconformidades porque a dita elite (política, financeira e económica), que vai reunindo anualmente pela Europa, não pode antever todos os cenários. Um desses exemplos terá sido o convite a António José Seguro. Recuando um pouco mais verificamos que Manuela Ferreira Leite foi outra das convidadas que não vingou. 

António Costa também esteve presente numa reunião realizada em 2008 acompanhado por Rui Rio, provavelmente também duas premonições antecipadas e durante algum tempo frustradas. Uma preciosa antevisão do anfitrião português residente no Club de Bilderberg, o Dr. Pinto Balsemão.

É fastidioso enumerar o rol dos convidados e tentar encaixá-los nas evoluções e mutações políticas ocorridas em todo o Mundo e, também, no nosso País. 

Tudo isto mostra que não estamos entregues à nossa sorte e o que nos acontece não é fruto do mero acaso. O que não sendo uma grande consolação sempre nos vai abrindo a compreensão para o que se passa connosco ou à nossa volta.

Reuniões secretas (e conspiratórias) para a governação de um Mundo que se quer democrático e transparente são excrescências e um insulto à limpidez. 
Como os portugueses foram convocados para pagar uma nova tranche à banca para ‘salvaguardar (salvar) o sistema financeiro’ o mínimo exigível seria que se jogasse limpo, 'limpinho' (como diria um palavroso treinador de futebol). 
Tal parece não estar efectivamente a acontecer. Uma obscura cortina de secretismo continua a envolver-nos.

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