Passos Coelho: o efabulado…

É tempo de deixar António Costa governar…” disse Passos Coelho numa peregrina mensagem ao País, como líder do principal partido da Oposição link. Como se tivesse nas suas mãos ou, ao seu alcance, fazer outra coisa…

A crise política ocorrida em Portugal, em 2011, que a Direita conseguiu transformar em golpada permitindo-lhe assumir a governação do País, depois de uma campanha eleitoral carregada de promessas, logo rasgadas, e [esta Direita] uma vez chegada ao Poder iniciou a imposição de políticas ultra conservadoras (neoliberais) geradoras de um selvático empobrecimento, desemprego e assentes em permanentes transferências dos contribuintes para os ‘mercados financeiros’, deixou marcas (políticas e civilizacionais) e não é repetível.
 
A actual oposição está emparedada e confinada ao protesto vazio e a espúrias ‘justificações’, por mais ameaças que faça. Quando surgirem desencontros no seio da maioria que apoia o actual Governo – e tal situação é bem possível - Passos Coelho sabe que essas situações, decorrentes essencialmente do terreno armadilhado que o anterior Governo criou, ocultou e deixou, jamais lhe darão a possibilidade de derrubar o executivo, na Assembleia da República, com uma moção de censura. Esta é uma das 'coisas' que está escrita nas posições conjuntas do BE, PCP e PEV assinadas entre estes partidos e o PS.

O recente desalinhamento ocorrido quanto ao ‘problema BANIF’ mostrou que se existem divergências entre a maioria parlamentar que sustenta o Governo, directamente relacionadas com a profunda indignação que paira sobre o putativo  ‘resgate’ do sistema financeiro e, de igual modo, evidenciou que o líder da oposição acabou por ficar irremediavelmente acorrentado às suas culpas e erros e encurralado nas contradições que desenvolveu (e aplicou) durante mais de 4 anos. 

E, desde já, isto é, mais cedo do que o esperado, a pretensa solidez de postura (raivosa) em relação a um novo Governo, apoiado pela Esquerda, mostrou entre os dois partidos de Direita as primeiras fissuras que colocam em causa uma hipotética e precária ‘unidade oposicionista’.

Portanto, basta de tanta efabulação.

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