Quem agradece, sou eu. Obrigado, cidadão Sampaio da Nóvoa

OBRIGADO

Minhas amigas e meus amigos,
Passou uma semana desde o dia das eleições. A mim, parece-me uma eternidade, tal foi a intensidade daquilo que vivemos em conjunto.
Que posso dizer-vos, para além de “obrigado”?

Que foi uma honra ter contado com o vosso apoio, com a vossa dedicação, com a vossa generosidade, com o entusiasmo de tanta gente que, no país inteiro, se entregou a um projecto que quisemos sempre colectivo.

Que conheci gente extraordinária, de quem recebi o que há de melhor na vida – a entrega desinteressada a uma causa, a uma ideia do que pode ser, e será, o nosso futuro.

Que não trocaria este tempo por nada deste mundo, pois nele aprendi o que não se aprende em nenhum outro lugar e nele ganhei uma compreensão mais profunda do nosso país.

Peço desculpa por um ou outro desencontro, por falhas de organização que, bem o sabemos, eram inevitáveis numa campanha feita por pessoas muito diferentes, com poucos recursos e sempre com ajustamentos de última hora.

Mas o sentimento que tenho colhido ao longo destes dias, através de milhares de mensagens que aproveito para agradecer, na impossibilidade de a todas responder pessoalmente, é de satisfação e de alegria.

Fica-nos o travo amargo de não termos passado à segunda volta, e esteve tão perto, mas, nas vossas palavras generosas e amigas, leio a certeza de que a experiência valeu a pena. Pela minha parte, se tivesse de recomeçar, não hesitaria um segundo em estar presente, de novo, neste compromisso de cidadania.

E assim me despeço, consciente de que demos o melhor de nós, numa experiência que nos enriquece, a título individual e colectivo, e que não pode deixar de ser motivo de reflexão e de renovada esperança.

Há abraços que ficam por dar, mas este não, pois é um imenso abraço de gratidão.

António Sampaio da Nóvoa

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