Espaço para o leitor «pré-socrático» [sic]
A fim de lhe permitir fazer a catarse do ódio a Sócrates e evitar que introduza ruído em todos os posts, aqui fica este espaço para ajudá-lo na recuperação psíquica.
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Escrito por Rui Avelar
30-Out-2007
Dois problemas delicados que impedem o país de se afirmar ao lado dos seus parceiros europeus – a corrupção e o abandono escolar – estão em vias de ficar «resolvidos», a curto prazo, graças a outros tantos golpes de magia, sendo que para um deles o PS desfrutou do apoio do PSD.
Como a taxa de abandono da frequência do ensino secundário continua a ser muito alta em Portugal, o Partido Socialista acaba de descobrir a pólvora: Justificadas ou injustificadas, as faltas dos alunos dos ensinos básico e secundário deixam de ter consequências, passando a haver uma ou várias provas de recuperação para os estudantes que excedam os limites de absentismo definidos por lei.
Por regulamentar, segundo o diário Público, estão as consequências para os alunos que continuem a faltar e não prestem essas provas.
Em média, na União Europeia, sete em cada 10 cidadãos estão habilitados com o grau equivalente ao nosso 12º. ano; por cá, a cifra é inferior a metade. Mas em breve estaremos a mostrar aos nossos parceiros a eficácia das políticas de José Sócrates, onde se inscreve a possibilidade de ingressar no ensino superior apenas com o nono ano de escolaridade, e os restantes europeus irão ter pena de Portugal só presidir à UE pelo curto período de meio ano em quase uma década.
Embora Portugal tenha piorado a sua classificação na tabela mundial sobre países corruptos, elaborada pela Transparência Internacional (vide a edição do Correio da Manhã de 27 de Setembro de 2007), o Código de Processo Penal, aprovado pelo PS e pelo PSD, estabelece que as denúncias anónimas só dão lugar à abertura de inquéritos quando delas se extraírem indícios da prática de crime.
Os dois maiores partidos ignoraram a advertência, feita pelo catedrático de Direito Manuel Costa Andrade, de que “uma das características da criminalidade económica e financeira é a falta de visibilidade”.
Graças à magia do truque, o nosso êxito estatístico em matéria de recuo da corrupção será evidente dentro de poucos anos.
Afinal, que importância deve ser atribuída ao facto de, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), 20 por cento dos portugueses entenderem privilegiar a corrupção para se alcançar algum sucesso?
Segundo a edição de sexta-feira do JN, os portugueses são o povo mais desconfiado da Europa Ocidental, tratando-se de um sentimento que afecta a economia e a sociedade em geral. Apenas os turcos conseguem ser mais desconfiados do que nós; ao invés, os suecos são o povo com mais confiança nos outros e nas suas instituições.
De acordo com a pertinente reflexão de Maria Filomena Mónica (vide a edição do Público de 23 de Outubro de 2007), a maioria dos pais consideram que as «cunhas» são melhores do que a frequência escolar para os filhos subirem na vida.
Posto isto, os problemas estarão em breve «resolvidos» com duas falácias socráticas: O abandono escolar irá desaparecer e da corrupção nem rasto haverá. Numa síntese infeliz, o PS conjuga o inútil com o desagradável.
Ó «Esperança» (sic) indique-me lá o psiquiatra que costuma consultar, para eu ser mentalmente são como você...
Comparando o seu comentário, com o aquela coisa que o antecedeu, e o que se lhe seguiu, tem toda a razão.
Ah pois... Já me esquecia... Os momentos de lucidez e coerência do Esperança são raros, mas consentaneos com a sua mente sadiamente esquizofrénica.