Momento de poesia
Nem um sinal concreto me fazes
Não entendo, por vezes,
as razões do teu entendimento
quando me despedes sem um beijo
e fechas a porta do teu quarto.
Nem um sinal concreto me fazes
para que eu avance e te abrace
revolva os teus cabelos
e afague a tua face.
Negas-me o beijo que peço
viras o rosto para o lado
cerras os olhos e os lábios
murmuras o teu enfado
deixas cair os braços
simulas um breve bocejo
e escondes o teu corpo cansado
dos olhares do meu desejo.
Alexandre de Castro

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