Momento de poesia
Amor de andarilho
Como sempre acontece
quando o destino nos cruza
nos mesmos caminhos
pode ser numa rua, num café,
despedimo-nos sempre
com a promessa de um próximo almoço
lá mais para a frente
quando terminarmos estes trabalhos inadiáveis
que temos entre mãos
para nos perguntarmos pelos amigos comuns
e do destino das nossas antigas namoradas
já são todas avós, dizes das tuas,
falando com mais entusiasmo
daquela que mais te encantou
das minhas nada direi
ou talvez o venha a dizer no próximo almoço
se, entretanto, não perder o bilhetinho
onde anotei o número do teu telefone,
talvez quebre o segredo deste encanto
e diga para teu espanto
que continuei a namorar com todas elas
de quem nunca me divorciei…
Por isso vivo sozinho, e, para matar a solidão,
vivo com o meu cão…
Alexandre de Castro
Como sempre acontece
quando o destino nos cruza
nos mesmos caminhos
pode ser numa rua, num café,
despedimo-nos sempre
com a promessa de um próximo almoço
lá mais para a frente
quando terminarmos estes trabalhos inadiáveis
que temos entre mãos
para nos perguntarmos pelos amigos comuns
e do destino das nossas antigas namoradas
já são todas avós, dizes das tuas,
falando com mais entusiasmo
daquela que mais te encantou
das minhas nada direi
ou talvez o venha a dizer no próximo almoço
se, entretanto, não perder o bilhetinho
onde anotei o número do teu telefone,
talvez quebre o segredo deste encanto
e diga para teu espanto
que continuei a namorar com todas elas
de quem nunca me divorciei…
Por isso vivo sozinho, e, para matar a solidão,
vivo com o meu cão…
Alexandre de Castro
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