Pela 3ª. vez em 3 anos os bolivianos foram às urnas votar a mesma coisa: a nova Constituição Política do Estado (CPE). A votação foi nacional de maneira a manter a unidade do Estado e conter as pretenções de um Estado Federativo, onde os Departamentos mais ricos (Santa Cruz, Tarija, Beni e Pando), preparavam medidas separatistas, já que a Lei de Participação Popular, pretende distribuir, com alguma equidade, o rendimento nacional.
Em 25 de janeiro - há 1 semana - com base numa Constituição aprovada pela maioria doa bolivianos, parecem ter findado 2 séculos de equivocos, pobreza e desigualdades. Mais, acabou um tipo de racismo económico entre a maioria índia (quíchuas 30% + aimarás 25%) e os descendentes dos ex-colonizadores (euro-ibéricos 15%).
Enfim, domingo, os 20% de uma população privilegiada (euro-ibérica), que possuem 80% da riqueza e os meios de produção, têm de submeter-se à vontade maioritária de modo a distribuir e equlibrar essa riqueza.
E, assim, termina na Bolívia o latifúndio - ninguém pode possuir mais de 5.000 hectares - que foi a base económica e política de governos ditatoriais que governaram por largos períodos este País andino, os chamados "terratenentes", sempre apoiados pelos EUA.
Hoje, o separatismo residual tem uma cara e tem um terreno. A face é Jaime Paz Zamora e o núcleo territórial para uma eufemistica "Confederação" é um departamento separatista - Tarija. Infelizmente, o grande apoio de Zamora e seu mentor político está de regresso aos EUA. Foi o embaixador americano Philip Goldberg, enviado por G.W.Bush com esta especial - e falhada -missão: dividir os bolivianos. Goldberg, regressa de mãos vazias. Felizmente, não conseguiu... lançar a Bolívia na guerra cicvil, porque um paciente ínidio - Evo Morales - não caíu nas suas armadilhas. Mas também não tem de prestar contas a Condoleeza Rice. Só à CIA.
Adenda: Este comentário tenta responder a um curto desafio de Stefano no post Notas Soltas de Janeiro aflorou e trata de um assunto que a imprensa europeia e americana, praticamente ignorou...
- França: Centenas de milhares de manifestantes saíram à rua, na semana passada, para protestar contra a gestão da crise pelo actual Governo. Decretou-se uma greve geral.
- Reino Unido: Milhares de trabalhadores das refinarias do reino, protestaram para que não se continue a empregar mão de obra estrangeira.
- Grécia: Depois dos incontroláveis distúrbios de Dezembro, os agricultores , em Janeiro, procederam a cortes de estrada contra a queda de preços dos seus produtos.
- Bulgária: Decorreram, no mês passado, manifestações para exigir ao Governo reformas económicas e sociais. No princípio de Janeiro, organizaram-se protestos contra a corrupção.
- Letónia: Em 16 de Janeiro, mais de 10 000 manifestantes protestaram contra a política económica do Governo (que prevê cortes nos salários), constituindo uma das maiores mobilizações dos últimos 20 anos. A jornada de protesto descambou em violentos distúrbios.
- Lituânia: Novamente, a 16 de Janeiro, a polícia enfrentou um grupo de manifestantes que apedrejou o Parlamento para protestar contra a decisão do Governo de fazer cortes orçamentais nos apoios sociais. Segundo a polícia, a manifestação causou 20 feridos e 80 detenções.
Por lapso não mencionei que o comentário "APESAR DA VAGA DE FRIO...A EUROPA AQUECE!" é uma tradução livre de um destaque do jornal El País, on line, de hoje - 02.02.09. O título do comentário é da minha inteira responsabilidade...
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Pela 3ª. vez em 3 anos os bolivianos foram às urnas votar a mesma coisa: a nova Constituição Política do Estado (CPE).
A votação foi nacional de maneira a manter a unidade do Estado e conter as pretenções de um Estado Federativo, onde os Departamentos mais ricos (Santa Cruz, Tarija, Beni e Pando), preparavam medidas separatistas, já que a Lei de Participação Popular, pretende distribuir, com alguma equidade, o rendimento nacional.
Em 25 de janeiro - há 1 semana - com base numa Constituição aprovada pela maioria doa bolivianos, parecem ter findado 2 séculos de equivocos, pobreza e desigualdades.
Mais, acabou um tipo de racismo económico entre a maioria índia (quíchuas 30% + aimarás 25%) e os descendentes dos ex-colonizadores (euro-ibéricos 15%).
Enfim, domingo, os 20% de uma população privilegiada (euro-ibérica), que possuem 80% da riqueza e os meios de produção, têm de submeter-se à vontade maioritária de modo a distribuir e equlibrar essa riqueza.
E, assim, termina na Bolívia o latifúndio - ninguém pode possuir mais de 5.000 hectares - que foi a base económica e política de governos ditatoriais que governaram por largos períodos este País andino, os chamados "terratenentes", sempre
apoiados pelos EUA.
Hoje, o separatismo residual tem uma cara e tem um terreno.
A face é Jaime Paz Zamora e o núcleo territórial para uma eufemistica "Confederação" é um departamento separatista - Tarija.
Infelizmente, o grande apoio de Zamora e seu mentor político está de regresso aos EUA.
Foi o embaixador americano Philip Goldberg, enviado por G.W.Bush com esta especial - e falhada -missão: dividir os bolivianos.
Goldberg, regressa de mãos vazias. Felizmente, não conseguiu... lançar a Bolívia na guerra cicvil, porque um paciente ínidio - Evo Morales - não caíu nas suas armadilhas.
Mas também não tem de prestar contas a Condoleeza Rice.
Só à CIA.
Adenda:
Este comentário tenta responder a um curto desafio de Stefano no post Notas Soltas de Janeiro aflorou e trata de um assunto que a imprensa europeia e americana, praticamente ignorou...
- França:
Centenas de milhares de manifestantes saíram à rua, na semana passada, para protestar contra a gestão da crise pelo actual Governo.
Decretou-se uma greve geral.
- Reino Unido:
Milhares de trabalhadores das refinarias do reino, protestaram para que não se continue a empregar mão de obra estrangeira.
- Grécia:
Depois dos incontroláveis distúrbios de Dezembro, os agricultores , em Janeiro, procederam a cortes de estrada contra a queda de preços dos seus produtos.
- Bulgária:
Decorreram, no mês passado, manifestações para exigir ao Governo reformas económicas e sociais.
No princípio de Janeiro, organizaram-se protestos contra a corrupção.
- Letónia:
Em 16 de Janeiro, mais de 10 000 manifestantes protestaram contra a política económica do Governo (que prevê cortes nos salários), constituindo uma das maiores mobilizações dos últimos 20 anos.
A jornada de protesto descambou em violentos distúrbios.
- Lituânia:
Novamente, a 16 de Janeiro, a polícia enfrentou um grupo de manifestantes que apedrejou o Parlamento para protestar contra a decisão do Governo de fazer cortes orçamentais nos apoios sociais.
Segundo a polícia, a manifestação causou 20 feridos e 80 detenções.
- ...
Por lapso não mencionei que o comentário "APESAR DA VAGA DE FRIO...A EUROPA AQUECE!" é uma tradução livre de um destaque do jornal El País, on line, de hoje - 02.02.09.
O título do comentário é da minha inteira responsabilidade...
As minhas desculpas pela involuntária omissão.