Relvas e os moinhos de vento…



As declarações de Miguel Relvas ao reassumir funções partidárias no PSD são de uma insuportável pedantice política e de uma incomensurável alarvidade intelectual.
Se existe a imagem de um arrivista que se serviu da política - em vez de servi-la - é sem sombra de dúvida a do ‘indignado’ M. Relvas. Não é preciso escavar muito. Basta ‘olhar’ para a sua licenciatura link, para o seu envolvimento no ‘caso das secretas’ link , para a sua ‘prestimosa’ colaboração nas ‘passianas acções de formação’ da Tecnoforma link.
O seu pródigo regresso aos órgãos dirigentes do PSD, segundo afirmou, para servir o país seria hilariante se não fosse mais um embuste.
Aliás, Relvas analisa a sua entrada para o Conselho Nacional do PSD como ‘um não regresso à políticalink.. Se mais não houvesse esta tirada mostra com que ‘espírito’ este senhor faz a sua ‘reentré’. É de supor que pretende actuar na sombra, quiçá na clandestinidade.

Mas as suas declarações incorporam também uma tremenda arrogância. Nomeadamente as declarações sobre ‘análises patéticas de alguns comentadoreslink vindas de um homem que se envolveu num grave e rocambolesco problema com o Jornal Público, nunca cabalmente esclarecido, mas que mostra como é um ‘civilizado apreciador’ de comentários.

Nos 10 meses de retiro, ao que supomos para negócios, ressurge com uma citação na manga. Esta: “Há um ditado chinês que diz: quando os ventos sopram fortes, alguns abrigam-se, outros constroem moinhos. Eu escolhi sempre construir moinhos, convosco" link.
Esta dos moinhos de ventos caracteriza plenamente as suas ‘quixotescas’ motivações.  Não precisa de acrescentar mais. Entrou como ‘jotinha’ há 34 anos e reapareceu, agora, montado num ofegante Rocinante, como se fosse um cavaleiro de La Mancha.
Não tarda estará a abrigar-se dos ‘ventos de Grândola’…

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