SEGURO CONVIDA O VICE DE MERKEL PARA AS COMEMORAÇÕES DO 25 DE ABRIL!

O inimaginável aconteceu: noticia o Expresso de hoje que A. J. Seguro convidou para festejar com ele o aniversário do 25 de Abril, participando no megajantar com que os socialistas vão celebrar a efeméride, nada mais nada menos do que…o vice-chanceler da Merkel! Sim, o vice-1º ministro do governo da Merkel, um tal Sigmar Gabriel.

 É certo que este se declara social-democrata, e pertence ao chamado Partido Social-Democrata germânico, que por sua vez pertence à denominada Internacional “Socialista”. É certo também que esse partido já foi verdadeiramente social-democrata, designadamente no tempo em que foi dirigido pelo saudoso Willy Brandt; mas hoje é tão social-democrata como o Partido “Social-Democrata” português.Quem se coliga com o partido da Merkel não pode ser socialista; nenhum socialista se aliaria a essa megera. Por isso o tal Sigmar não deve ser muito melhor que ela.

Assim sendo, a participação dele nas referidas comemorações é um insulto ao 25 de Abril e ao partido fundado por Mário Soares, Salgado Zenha e outros da mesma têmpera. Mais: é uma autêntica provocação.

Cada vez compreendo menos o atual Partido Socialista. De cedência em cedência, de “pragmatismo” em “pragmatismo”, o seu caráter socialista vai-se diluindo. Se assim continuam, acabarão por se reduzir a uma “coisa” mole, informe e indefinida, como aliás tem acontecido à maior parte dos partidos “socialistas” europeus e à própria Internacional Socialista, que hoje não passa de um clube de partidos burgueses que na sua juventude irreverente foram socialistas.

Comentários

e-pá! disse…
Passa por aí a 'convergência', ainda oculta, que está em marcha para sossego da Srª. Merkel, do Sr. Barroso, de Cavaco, etc.
O melhor é ficarmos 'seguros' que isso está paulatinamente a acontecer...
Não se tratará de uma convergência "insanável" a caminho de uma coligação "irrevogável"? Talvez Marcelo Rebelo de Sousa tenha razão, quando afirmou que, perante a grande probabilidade de não surgirem maiorias absolutas, nas próximas legislativas, Passos e Coelho irão reconstruir o Bloco Central.
No entanto, até lá, ainda vai correr muita água, debaixo das pontes.

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