Campanha: a [in]decência (na vida, no período eleitoral e na comunicação social…)


Ontem no programa ‘Eixo do Mal’ foi (re)transmitido um pequeno spot em vídeo onde o candidato Jorge Sequeira faz torpes insinuações sobre um slogan de um outro candidato (no caso vertente uma candidata – Marisa Matias).
O vídeo original pode ser visitado no YouTube link .

Primeiro, o candidato é um deturpador. Não existe nenhum slogan “Uma para todos”. O que se lê – e temos de conceder que o candidato Jorge Sequeira sabe ler - é: “UMA POR TODOS”.

Na verdade, o candidato Jorge Sequeira apresenta-se como sendo: Doutorado em Psicologia, Docente Universitário, Investigador, Motivational Speaker, Empresário, Consultor e Autor. Portanto, não tropeçou em qualquer percalço, nem pode arvorar-se em vitima de num lapsus linguae.
Como ‘motivational speaker’ só pode ter escorregado gratuitamente para insulto, também de índole motivacional (eleitoral). E o motivo é tudo menos ‘inspirado’ como se exigiria a um psicólogo habilitado (rima!)
Só pode ser uma peça de um aprendiz de especialista em trocadilhos com pretensões de ‘notoriedade presidencial’.

Depois, o candidato Jorge Sequeira revelou ser, também, um envergonhado expert em assuntos que curricularmente tentou ocultar. Todos temos um currículo público e um outro omisso. O sr. Sequeira não conseguiu preservar a sua parte oculta. Expôs-se de uma maneira boçal e lamentável. Revelou ser um 'fogoso [ardiloso?] cavaleiro andante do sexismo reinante'.

As ditas 'relações grupais' podem ser conversas de café, gabalorices, excitações, etc., mas fora dos absurdos contextos machistas não tem cabimento, nem expressão pública. Não por questões de pudor mas porque são irrealistas, fantasiosas e malévolas.

Não seria, portanto, expectável uma posição destas num candidato adulto (maior de 35 anos) a um alto cargo público, prenhe de responsabilidades e tão exposto ao escrutínio cidadão. Pretender transformar as eleições presidenciais numa ‘pseudo-orgia colectiva’ é para além de doentio, insuportável e, simultaneamente, revela arroubos de um 'sexismo político', verdadeiramente, intolerável. 
Todos os portugueses e portuguesas estão convictos que tal comportamento nunca seria utilizado ou esgrimido em campanha contra um candidato de sexo masculino.

Ora, nas campanhas eleitorais parece ‘valer tudo’. Mas, mesmo sendo assim, existirão situações em que se atingem as raias do ‘anormalmente patológico’, i. e., das malformações. O ‘capital político’, a respeitabilidade não se obtém com um atestado de 7.500 assinaturas. É preciso ter decoro cívico, logo, postura responsável e democrática.

Sr. Sequeira: seria bom pensar em contactar um sociólogo, para tentar integrar-se na sociedade onde vive e conseguir ser um 'palrador motivacional' civilizado e decente.

Apostila: Não sou apoiante - nem simpatizante - da candidatura de Marisa Matias.

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