Bem prega Frei Tomás

O anúncio da recandidatura de Carlos Encarnação era previsível, como o eram os apoiantes.
Já mais surpreendente é analisar as suas respostas a um conjunto de investimentos que já deveriam estar em concurso ou realizados e se encontram parados.
Sobre eles manifestei as minhas preocupações no artigo de opinião ontem publicado nas Beiras, e aqui deixo, apesar da extensão, por não estar disponível na edição electrónica daquele diário:

E A BAIXA, SENHORES?

A poucos meses das próximas eleições autárquicas definem-se os candidatos, escolhem-se as equipas e concluem-se os programas eleitorais. Não haverá muito mais espaço na opinião pública, nem nos média para outros assuntos, apesar das reformas que este Governo tem vindo a efectuar.
E naturalmente não escapo a essa grande maioria de cidadãos que se interessa e preocupa com o que vai acontecendo na sua cidade e que, nesta hora, se prepara para fazer o balanço do mandato do actual executivo de Coimbra.
Decorridos que foram estes quatro anos, equiparo este executivo a uma criança de berço brincando com o que lhe vai caindo ou lhe vai sendo dado, sem quaisquer preocupações com o futuro.
Coimbra vive presentemente a euforia de um centro comercial, que a transforma numa cidade aparentemente mais cosmopolita, mas também mais desigual. E esta é uma realidade bem perigosa, como se irá perceber num futuro próximo.
Desde logo, porque cria uma nova centralidade de negócios e atrofia ainda mais a já complicada vida comercial da baixa da cidade. Acredito que o comércio tradicional aceita a livre concorrência e tem “armas” para se afirmar. Mas estes homens e mulheres que diariamente investem a sua vida na gestão de lojas comerciais sem a força do marketing promocional dos “franchisings” ou das grandes marcas mereciam que o executivo camarário os tivesse ajudado a preparar o futuro. São comerciantes que pela sua história de vida não vivem de subsídios, nem a eles anseiam.
Querem apenas as mesmas condições de oportunidade de negócio. Gostariam que, em tempo útil, tivessem sido lançadas infra-estruturas que funcionassem como âncoras de todo o sector sediado na baixa comercial.
Os investimentos previstos pelo anterior executivo socialista, e que não saíram do papel no mandato social-democrata, previstos para esta zona da cidade, seriam um contributo importante para a defesa do comércio da baixa.
A requalificação do Parque Manuel Braga com o restauro do coreto e a instalação do CMIA (Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental) na antiga estação elevatória de aguas, bem como a recuperação de todo o seu mobiliário e iluminação; a adaptação do Convento de S. Francisco para Centro de Congressos, onde se previa a instalação no interior do Convento, de um espaço cultural para exposições e um centro de convenções, permitindo um leque alargado de utilizações, que iam do teatro à opera, passando pelos congressos; a Ponte Pedonal e Ciclável; o desnivelamento da Av. Inês de Castro e a transformação da estação nova num grande espaço cultural, com a construção do teatro municipal.
O tempo perdido nestes quatro anos, onde a conclusão do Estádio Cidade de Coimbra e da Ponte Europa (não consigo chamá-la de outra forma) não podem ser justificação para tão grande endividamento da autarquia provam que nem sempre sorriso e simpatia são sinónimos de desenvolvimento.
É preciso capacidade de mobilização, espírito empreendedor, visão estratégica, paixão à cidade e motivação para conseguir elevar Coimbra.
Essa deve ser a grande avaliação que é preciso fazer. Coimbra não pode aguardar que se concretizem ciclos políticos de 8 anos para se fazerem as avaliações e as mudanças.
Perdemos estes últimos quatro anos e estamos a ficar perigosamente atrasados.
Se os políticos da Praça 8 de Maio não são ambiciosos nos seus projectos então cabe à população da cidade imprimir uma dinâmica de renovação que os leve a perceber que a Cidade não pode esperar.

Comentários

Anónimo disse…
Diário de Coimbra

Quinta-feira, 5 de Maio 2005

«José Cabeças recusa Assembleia
José Cabeças pensou melhor e coloca completamente de lado a hipótese de ser candidato à Assembleia Municipal de Góis. Em alternativa, equaciona ser número dois à Câmara ou avançar com uma candidatura independente. Victor Baptista não recua um milímetro e garante que o PS, mesmo sem Cabeças, vai vencer em Góis
A “solução salomónica” que Victor Batista defendia e a Comissão Permanente do PS aprovou na passada sexta-feira relativamente aos candidatos em Góis não tem actualmente consistência para José Cabeças. O actual presidente da Assembleia Municipal disse ontem ao Diário de Coimbra que, «depois de falar com os militantes, não posso aceitar ir para a Assembleia». Afirma que o presidente da Federação o questionou relativamente a esta possibilidade, antes da reunião da Comissão Permanente do PS, mas ressalva que a sua última palavra seria dada após «reflectir e conversar com as pessoas». Um processo de interiorização que terá concluído e que o leva a assumir claramente um “não rotundo” relativamente à Assembleia Municipal.
Na base desta tomada de posição está um conjunto de razões, a começar pela reflexão pessoal de José Cabeças, bem como todo um conjunto de conversas com pessoas ligadas ao partido que, sublinha, não subscrevem esta solução. O presidente da ADIBER diz ainda que não conhece as sondagens efectuadas e, como tal, coloca-as em causa. O também presidente da Concelhia mostra-se magoado com Jorge Coelho, «que não me fez um telefonema, não falou comigo», assegura Cabeças que, aponta, como outra das razões, uma carta que o candidato à Câmara e actual presidente da autarquia, José Girão Vitorino, escreveu à população de Góis, «onde me enxovalha». «Se depois disso, sem qualquer retratação, me candidatasse à Assembleia, era eu que passava a ser absolutamente indigno», afirma. Cabeças coloca, de resto, toda a situação num patamar de dignidade. «É uma questão de dignidade pessoal e o PS não é superior à minha dignidade», diz, considerando também que o facto de ser presidente da Assembleia Municipal «não permite qualquer interferência» relativamente «aos desvios que possa haver no projecto de desenvolvimento proposto para o concelho». Ao contrário, a possibilidade de ser número dois de José Girão Vitorino, mas com poderes previamente definidos e acautelados, já constitui uma solução que agradaria a José Cabeças. Ou seja, claramente a «Assembleia Municipal não é uma saída», mas a possibilidade, que aliás foi em tempos equacionada, de avançar como segundo elemento da lista à autarquia, coadjuvada «com um elemento competente em terceiro lugar», já faz parte das expectativas do presidente da ADIBER.
Caso esta segunda hipótese não se perfile nos desígnios dos responsáveis partidários, Cabeças pondera seriamente avançar como independente. «Não me revejo numa concepção política em que as pessoas são como uma peça de uma máquina», diz, disposto a reflectir profundamente sobre o que fazer caso o “figurino” não mude. «Sairei numa altura em que o PS está em alta, para demonstrar a minha desilusão e, ao mesmo tempo, que não preciso da política, sou médico, vivo da minha profissão», afirma.
Sobre a possibilidade de avançar como independente, Cabeças deixa para mais tarde a decisão, mas adianta desde já que o faz em nome «do povo e do desenvolvimento do concelho de Góis. Interessa-me dar continuidade as projectos em que me envolvi, relativamente à fixação dos jovens, à criação de emprego, ao desenvolvimento desta terra». O responsável do PS de Góis sublinha ainda que, a confirmar-se esta situação, «muita gente do PS vai sair». Cabeças assegura, também que o PSD está atento ao que se passa em Góis e a prova disso são, afirma, «contactos feitos com pessoas de peso dentro do PS». Reconhece, todavia, que não foi abordado pessoalmente, e muito embora não equacione liderar uma lista «com o símbolo do PSD», não o repugna receber o apoio dos social-democratas. «Se o PSD se revir neste projecto podemos negociar», afirma, sublinhando o bom relacionamento que tem com o partido de Marques Mendes.»
Anónimo disse…
e o mario nunes? vai ou nao vai? por favor tirem-me desta aflição...
Anónimo disse…
A Posição do Dr. Mário Ruivo é Só Relativa a Góis? Somos Bloggistas de 2ª?
Anónimo disse…
O

Grupo
Renovador de
Orientação do
Universo
Penedista

Anuncia o regresoo do:

Movimento de
Apoio
Socialista ao
Penedos

Vamos enviar uma mensagem para para todos os partidos,para oferecer os serviços deste grande democrata,injustamente esquecido pelos seus pares da distrital PS de Coimbra.

PENEDOS É FIXE-O SISTEMA QUE SE LIXE

Nota: Proponho que o a Dra Levinda seja a porta voz


vamos fazer a corrente PENEDISTA
Anónimo disse…
góis góis góis ... de repente, parece que góis se transformou no centro de Portugal. é bom que se tenha a noção do ridículo !
Anónimo disse…
Góis não se tornou o centro de Portugal, está no centro de Portugal
Anónimo disse…
Dr RUIVO, a colocação da Dra LEVINDA como porta voz,pretende ser um elogio.


nota: não é pelo facto de ser Mãe,que a pode impedir de ajuadar o PP
Como sabe, o filho até tem reclamo a presença do Pai como candidato à 8 de Maio.
Anónimo disse…
O Mario Ruivo já está com saudades dos 16 anos de marasmo socialista na Câmara Municipal de Coimbra sob a Presidência de Manuel Machado.
Como bom socialista que é,aposta na memória curta dos conimbricenses e é mestre na arte da negação da evidência .
Tem condições para fazer um excelente duo com o Vitor Batista que afina pelo mesmo diapasão .
Aproveito a oportunidade para repudiar vivamente o acto de agressão cometido contra o Ruivo na Faculdade de Economia ( julgo tratar-se da mesma pessoa )e desejo que tenha um rápido restabelecimento .

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