O pio edil de Viseu
Fernando Ruas, pio edil de Viseu e presidente as Associação Nacional de Municípios inspirou-me em 1999 dois textos que o «Diário as Beiras» publicou e cuja leitura por um deputado municipal exasperou o autarca.
Os textos foram escritos, respectivamente em 11 e 29 de Novembro desse ano.
Aqui ficam:
I - Li no Diário As Beiras de Terça-Feira (9 do corrente) uma interessante reportagem de Isabel C. Bordalo com o título: Viseu quer ser “capital do Natal.”
Diz mesmo que Fernando Ruas reclama para Viseu o estatuto de “capital do Natal”.
Aqui está uma ideia que, podendo não ser boa, é, pelo menos, original.
Já tínhamos as capitais do Norte, do Centro e do Sul.
Já havia as capitais do rock, do jazz e da música pimba.
Já havia a capital da amendoeira e a da alfarrobeira, falta ainda a capital do pinheiro bravo.
Já tínhamos a capital do queijo, a do leitão e a do vinho verde.
Portugal tem imensas capitais. Mas faltava-lhe a do Natal.
E eu, que sempre nutri um certo fascínio pelas capitais temáticas, nunca seria capaz de me lembrar da capital do Natal.
Faltava-me imaginação para a liturgia.
Permita-se-me que, com a devida vénia ao autor, solidarizando-me com Viseu – capital do Natal, venha propor Lamego para capital da Páscoa, a Guarda para capital da 5ª. Feira da Ascensão e, finalmente, a minha aldeia para capital do 4º. Domingo depois do Pentecostes.
II - Regresso à reportagem do Diário As Beiras de 9 de Novembro onde tomei conhecimento do desejo de Viseu ser capital do Natal.
Fernando Ruas reclama para Viseu o estatuto de “capital do Natal” – dizia a jornalista.
Ao ler a reportagem convenci-me de que o Presidente da Câmara da maior sede de distrito P.S.D. procurava protagonismo. Pensei que, eventualmente, quisesse aproveitar a capital do Natal para protagonizar – como primeira personalidade do Concelho – uma figura do imaginário judaico-cristão. Mas logo me dei conta que o Sr. Presidente era muito novo para sonhar com S. José, demasiado crescido para aspirar a Menino Jesus e excessivamente hirsuto para pretender ser a Virgem Maria.
Não vislumbrei, pois, um objectivo claro.
Na reportagem de 29 de Novembro a mesma jornalista, Isabel C. Bordalo, volta ao assunto e afirma que Viseu quer deixar marcas para que a cidade passe a ser conhecida como a capital do Natal.
Verifico, assim, que este insólito desejo de transformar Viseu em capital do Natal é obsessivo e irreversível. E fica-me o medo, medo legítimo, que os autarcas do meu País, entrem numa fúria competitiva de reivindicação de Capitais.
Imagine-se que , depois de Viseu – capital do Natal, Tondela, Coimbra, Pombal e Leiria passam a reivindicar também uma qualquer capital?
Tento ainda pôr termo à espiral reivindicativa temendo, a seguir a Alcobaça ou Nazaré, os extremos a que pode chegar o Presidente de Caldas da Rainha.
Os textos foram escritos, respectivamente em 11 e 29 de Novembro desse ano.
Aqui ficam:
I - Li no Diário As Beiras de Terça-Feira (9 do corrente) uma interessante reportagem de Isabel C. Bordalo com o título: Viseu quer ser “capital do Natal.”
Diz mesmo que Fernando Ruas reclama para Viseu o estatuto de “capital do Natal”.
Aqui está uma ideia que, podendo não ser boa, é, pelo menos, original.
Já tínhamos as capitais do Norte, do Centro e do Sul.
Já havia as capitais do rock, do jazz e da música pimba.
Já havia a capital da amendoeira e a da alfarrobeira, falta ainda a capital do pinheiro bravo.
Já tínhamos a capital do queijo, a do leitão e a do vinho verde.
Portugal tem imensas capitais. Mas faltava-lhe a do Natal.
E eu, que sempre nutri um certo fascínio pelas capitais temáticas, nunca seria capaz de me lembrar da capital do Natal.
Faltava-me imaginação para a liturgia.
Permita-se-me que, com a devida vénia ao autor, solidarizando-me com Viseu – capital do Natal, venha propor Lamego para capital da Páscoa, a Guarda para capital da 5ª. Feira da Ascensão e, finalmente, a minha aldeia para capital do 4º. Domingo depois do Pentecostes.
II - Regresso à reportagem do Diário As Beiras de 9 de Novembro onde tomei conhecimento do desejo de Viseu ser capital do Natal.
Fernando Ruas reclama para Viseu o estatuto de “capital do Natal” – dizia a jornalista.
Ao ler a reportagem convenci-me de que o Presidente da Câmara da maior sede de distrito P.S.D. procurava protagonismo. Pensei que, eventualmente, quisesse aproveitar a capital do Natal para protagonizar – como primeira personalidade do Concelho – uma figura do imaginário judaico-cristão. Mas logo me dei conta que o Sr. Presidente era muito novo para sonhar com S. José, demasiado crescido para aspirar a Menino Jesus e excessivamente hirsuto para pretender ser a Virgem Maria.
Não vislumbrei, pois, um objectivo claro.
Na reportagem de 29 de Novembro a mesma jornalista, Isabel C. Bordalo, volta ao assunto e afirma que Viseu quer deixar marcas para que a cidade passe a ser conhecida como a capital do Natal.
Verifico, assim, que este insólito desejo de transformar Viseu em capital do Natal é obsessivo e irreversível. E fica-me o medo, medo legítimo, que os autarcas do meu País, entrem numa fúria competitiva de reivindicação de Capitais.
Imagine-se que , depois de Viseu – capital do Natal, Tondela, Coimbra, Pombal e Leiria passam a reivindicar também uma qualquer capital?
Tento ainda pôr termo à espiral reivindicativa temendo, a seguir a Alcobaça ou Nazaré, os extremos a que pode chegar o Presidente de Caldas da Rainha.
Comentários
Esse senhor (Ruas?) devia levar Viseu a «cidade Benta»,ficava mais actualizada.
www.mercadosdecoimbra.com
Uns dias depois do previsto,mas contendo trabalho virtualcom a data da inauguração real,eis o que se vê:
Primeira vista:
As expectativas não foram goradas - serve mesmo para vender o peixe do incrivel HPP,vai longe este rapaz
Segunda vista:
3 retratos e 3 relames do super HPP..só na 1ª página...pelo LENINE DOS MERCADOS
terceira vista:
em grande destaque está o autocarro dos SMTUC,com publicidade no mercado.
É o mesmo que foi apreendido pela PSP(por publicidade à margem da lei) e que mereceu do chefe da PM,aquelas desculpas esfarrapadas na SIC(recorde-se que o ex MDLP REBANDA é o homem que fiscaliza os reclames na CMC)
quarta vista:
a loja do dia é:
O POSTO DE TURISMO
(nenhuma das outras está online,será caso para dizer que tem maioria absoluta)
Quinta vista:
o organigrama é composto por 16 entidades..é obra,melhor que o CA da SONAE
sexta vista:
produtos e serviços, que realmente intereessaM...zero de informação.
Informação que interessa?
claro que tem:
a temperatura no aeródromo de Cernache
(mais publicidade subliminar do incontornavel HPP,que també tutela o dito)
Ponto de vista geral:
- HPP mostra que é um grande lider!
- Adiquire autonomia em relação ao grande IRMÃO da 8 de Maio e depois da CASA aninhas, tem também a sua QUINTA virtual, e mostra que realmente sabe vender o seu peixe,ficando ainda melhor posicionada para não ser EXPULSO na proxima NOMEAÇÃO
PSD(Caro HPP,sou frequentador do mercado há mais de 40 anos,será que não me arranja lá um tachito...como provedor dos utilizadores.
E agora,algo completamente meu
A pré reforma faz destas coisas,vim para a beira mar para fazer uma pausa nos cafés e nos relatos da vida na cidade.
tenho estado ausente,porque a rede do telemovel é fraca enão permite aceder à net.
hoje de visita ao centro da vila,já deu para dar uma espreitadela e se deus quiser sexta -feira,estou de volta à machado de assis,para continuar a ouvir tudo o que intessa saber sobre a vida dos nossos ilustre dirigentes
MACHADO DE ASSIS,VISCONDE DE TRIANON,mirando o oceano.
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