Verdade ou insurreição? (2)

Uma juíza do Tribunal de Família e Menores de Lisboa emitiu um despacho contra o sistema Citius, do Ministério da Justiça.

Solange Hasse denuncia que o programa informático onde os magistrados passam a emitir os despachos é vulnerável a intromissões do poder político, que podem consultar e alterar os processos.

Adenda - Para responder a esta pergunta vale a pena ler o seguinte:

CITIUS - O PROCESSO DIGITAL ?
Por Dr. Joel Timóteo Ramos Pereira
Juiz de Direito de Círculo

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5. Conclusão

O processo digital chegou, mas o processo judicial não é, ainda, só digital.

As vantagens da utilização da plataforma Citius são inegáveis.

Mas subsistem questões de natureza funcional e operacional, que contudo são facilmente ultrapassáveis com adaptações de conteúdo essencialmente informático sem interferência na gestão normal da tramitação processual. Urge assegurar a segurança e fidedignidade do sistema contra intrusões externas e adulterações internas.
Por outro lado, embora os juízes devam estar na linha da frente da utilização dos meios de transmissão electrónica de dados, não é pela imposição de uma prática tecnológica que o sistema judicial alcançará a desejada celeridade e eficácia, mas antes pela cooperação entre todos os profissionais forenses. Que assim seja, a bem da Justiça.

JOEL TIMÓTEO RAMOS PEREIRA
Juiz de Direito de Círculo
04.Janeiro.2009

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