XIX Governo Constitucional: Ala, que se faz tarde!…


Os números hoje divulgados pelo INE mostram que a recessão em Portugal, no terceiro trimestre deste ano, foi 'superior' em 3,5% (relativamente a igual período do ano passado) mostrando, deste modo, uma dramática contracção do PIB ao longo do último ano. link.
Resumindo: as estimativas do INE traduzem uma desenfreada cavalgada de empobrecimento que a prolongar-se arrasará todas as saídas.

Entretanto, o actual Governo continua a falar de um almejado ‘ajustamento’ financeiro que por ‘artes mágicas dos mercados’ trará o crescimento da economia quando, na verdade, as desmesuradas políticas de austeridade estão a mostrar uma desastrosa (e anunciada) consequência: lançar o País numa espiral recessiva. Logo, estamos, quando muito, à beira do irreversível colapso económico e da violenta fractura social.

De facto, este Governo colocou aos portugueses uma situação cada vez mais clara e incontornável: se não pusermos fim a esta deriva neoliberal damos cabo do País. E por cobro ao anunciado desastre (os números do INE não são outra coisa) é acabar com esta experiência neoliberal que está a ser protagonizada pelo actual Governo a coberto de um Memorando que falhou mas que o Executivo rejeita reanalisar, repensar e, como tudo indica ser o mais adequado, renegociar.

Tudo o que possa vir – e deixo isso ao encargo dos comentadores e analistas políticos e económicos - não poderá ser pior do continuar na cega teimosia do ‘custe o que custar’ e acabar por destruir o País.
No meio desta crise, em que julgo necessário discutir abertamente os problemas e equacionar uma diversidade de soluções que sempre aparecem quando o diálogo é verdadeiro, o primeiro facto que considero não ter alternativa - e não merecer mais discussão - é a imediata demissão do Governo.
Ala, que se faz tarde!

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