A Jugoslávia, o Afeganistão, o Iraque e o Estado Islâmico (EI)


Há quem confunda o medo do Islão, justificado pela demência coletiva que se apoderou dos devotos, com islamofobia, doença psíquica, como qualquer fobia. O perigo islâmico reside na sedução das ideias primárias e violentas. Os cinco pilares do Islão são confrangedoramente pueris e, no entanto, atraem simultaneamente europeus cultos, árabes ressentidos, nómadas tribais, turcos e iranianos.

A islamização é uma mancha de óleo que alastra de forma, até agora, imparável e que a agressão euro-americano-israelita exacerbou no ocaso da civilização árabe. Da Europa partem para o EI universitários louros e jovens da segunda geração árabe imigrada.

Os soldados da URSS foram serrados vivos no Afeganistão perante a apatia americana e europeia, eram comunistas! Depois, os mesmos talibãs serraram soldados americanos, eram imperialistas! Para quê, lembrá-los!? Aliás, uns e outros, foram invasores.

Na Europa, Helmut Kohl ajudou João Paulo II na divisão da Jugoslávia, apoiando a sedição eslovena e, a seguir, a Croata, para satisfazer interesses alemães e a obsessão papal de criar dois países católicos, para ampliar o poder do Vaticano, sem dilatar a fé.

Foi o princípio do fim da Jugoslávia, que acabou no massacre da Sérvia e na criação do Estado islâmico falhado, o Kosovo, um entreposto de droga e campo de treino terrorista. Hoje, a Europa tem a Albânia, o Kosovo, a Bósnia e Herzegovina, zonas da Rússia e o perigo fronteiro da Turquia cujo Irmão Muçulmano Erdoğan, vê renovado o diploma de ‘moderado’, sucessivamente, desde há 12 anos, por americanos e europeus.

O califado, proclamado por Abubaker al Bagdadi em junho de 2014 na cidade iraquiana de Mossul, está imparável depois da conquista de Ramadi, em direção a Bagdad, e de Palmira, de onde já domina metade da Síria. Em África, lançou o caos no Sahel, tornou refém a Líbia, infiltrou o Magrebe, atinge o Egito e sonha com o Al Andalus, na Ibéria.

Não podemos perdoar os alucinados cruzados, Bush, Blair, Aznar e Barroso, apoiados por outros governantes católicos, implacáveis na violência gratuita e mentira com que recorreram à invenção das armas químicas, pretexto para a criminosa invasão do Iraque, adrede preparada, como viria a saber-se mais tarde, e ao arrepio da ONU.

É ocioso queixarmo-nos. O Planeta, que já esgotou a sua capacidade de resiliência, pode destruir-se num apocalipse nuclear ou num massacre metódico e persistente onde o Islão apostou imolar a civilização levando a barbárie e o Corão ao chão juncado de cadáveres.

A Europa, tolhida pelos nacionalismos e o medo, vê ressurgir os fantasmas anteriores à última Guerra e, de joelhos, forte para com os países pobres da periferia, é pusilânime na resposta coletiva à ameaça islâmica e tergiversa na laicidade ameaçada pelos bispos cristãos e mullahs islâmicos, enquanto as mesquitas, madraças e sacristias conspiram.

Na Bósnia já se desfraldou a bandeira negra do EI. Qualquer dia surge em Paris, Madrid ou Londres. A Europa já esqueceu a Guerra dos 30 Anos e o sangue que lhe custou a conquista da liberdade religiosa.

Ponte Europa / Sorumbático

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