A obscena exploração da doença

Quando um homem desiste de o ser

Quando um homem abdica da honra, mente ao serviço dos poderosos; quando perde a compaixão, é cúmplice da invasão de um país; quando o cega a ambição, troca a Pátria por uma sinecura; mas, se o pudor o abandona, coloca um filho no Banco de Portugal, sem concurso, manchando a honra do Estado e do Governador; depois disso, já sem um resquício de recato, acaba a vender a doença, o sofrimento e a intimidade da mulher na praça pública. Já não precisa da morte para se tornar cadáver. Infecto.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

O último pio das aves que já não levantam voo

Cavaco Silva, paladino da liberdade

A ânsia do poder e o oportunismo mórbido